Santa Maria da Boca do Monte
Primeiramente, um grande abraço de solidariedade para meus amigos, de toda cidade, principalmente da Casa de Retiros dos Padres Paulotinos, onde morei, e, dos meus ex-alunos da Faculdade de Belas Artes de Santa Maria da Boca do Monte. Se me sintonizarem, neste meu texto, entrem no meu Facebook, e, mandem notícias novas sobre a cidade, por que morro de saldade de todos e da vida encantada que vivi nesta região, de gente bonita e amiga de fato....os que erraram comigo podem se desculpar, porque aceito desculpas....À todos dedico este texto de memórias...só não consigo escrever sobre o Geraldo Messiat e o Coronel Araquem ( grande amigo de meu pai, porque o Face censura.... e, já tentei duas vezes contando nossa história. Até nosso reencontro em Santa Maria. Estes censores são burros e não sabem ler, muito menos intrerpretar fatos do nosso passado , sem mágoas e até curiosos chegando a admiração puramente afetiva, porque envolvia meu pai com seus amigos e clientes; meu heroi e meu guia espiritual. Coisas da velha ética dos cavalheiros, cavaleiros, e da ninha velha familia paterna, de Militares de Cavalaria. Beijos para minha Santa Maria. AZ RJ BR 27/3/2013
PILOTO
A ponta branca, de seu rabo, marcava o momento fugaz em que o mestiço de Perdigueiro_Piloto_ indicava a presença viva da ave, pronta para voar. O céu avermelhado misturava-se ao amarelo da luz solar, com aqueles deslumbrantes azuis contrastantes, no fundo infiniton do Rio Grande do Sul. Um novo horizonte iniciava-me nos novos dias de uma situação muito linda e nova para mim.
A Perdiz, após o bote, alçava-se como um Helicóptero e voava horizontalmente, na tentativa de fuga, afastando-se velozmente. No primeiro e no segundo tiro, logo a seguir, tentava-se atingir uma ou mais daquelas presas. A arma era de dois canos e os cartuchos carregados de chumbinhos. Quaglia portava sua arma com relativa segurança, mas o cão mestiço era um fenômeno de esperteza. Às vezes dele, só se via aquela ponta de rabo branco; com que dava o sinal fatal para abater a pequena ave tentando escapar pelo verde sem fim... Um esporte bretão, que no sul, se faziam campeões...e a nossa refeição.
A tarde resplandecia de paisagens movediças, na memória daqueles dias, com as pastagens batendo das canelas para cima...Tudo, à perder de vista, naquelas ondas de gramídeas puras. Imagens fortes, das minhas últimas lembranças, de Santa Maria. Quaglia e Jane haviam sido ótimas companhias. Nossa viagem tinha sido muito longa . Saimos do Rio e entramos por São Paulo; por estradas poeirentas de caminhões e auto-motores ganhando o espaço da ultrapassagem "positivista", mas cheia de óleo entranhado no asfalto irregular. Depois paramos no caminho e pernoitamos num Hotel de Caminhoneiros.
Adentramos pelo interior do Paraná...e muita estrada, ainda. Tudo ondulado nos morrotes sem conta. Os verdes, predominantes das plantações, se misturavam aos roxos e aos azuis de luz, fartamente estonteantes. Os vermelhos inesperados cruzavam nossa passagem , enquanto nossa Kombi e o Quaglia abriam caminho. Eu não sabia dirigir. Jane fumava e auxiliava, como podia, nessa travessia pelo Brasil, de 1965. Também não tocava em cigarros; só respirava o avanço de nossa aproximação pelo tranquilo esticar daquele caminho. Cada vez mais colorido pelo horizonte daquelas terras que se abriam. Assim avançávamos até chegar a um espaço geográfico extraordinário: a Boca Do Monte.... já no alto de Santa Maria. Mas, um monumento da natureza, inacreditável , que o tal progresso já ameaçava esconder com todo tipo de equipamentos de transportes rodoviários e seus transtornos visuais disponíveis.
Entravamos, sem entender direito, e como, pelo Rio Grande do Sul...nosso destino. Do alto descortinava-se uma Cadeia de Platôs ( Placas Tectônicas )... "Divinos". Circundantes, que me prendiam a atenção inesperada de "carioca da gema", totalmente surpreso; e feliz. Pois era tudo novidade, e o que mais queria.... Estar viajando pelo desconhecido. Mal chegávamos e tinhamos que continuar uma longa e deslumbrante descida para as planícies, que se perdiam até as fronteiras, mais ao sul. A paisagem sempre linda. O caminho cheio de largas curvas, arvores para mim desconhecidas e nossos eternos passaros...de toda uma vida, me assombrando e cativando. Alguns azuis escuros, pincelados sobre o branco das penas, do rabo em leque, voavam entre os pinheiros com sons cortantes e agressivos. Eram as Gralhas brigonas à povoar minha mente. Vez por outra, um Gavião de Penacho piava lá do alto, mas meus ouvidos interessados, apesar do motor roncando, conseguia ouvir o chamado... só para mim.
Santa Maria era uma cidade ainda pequena e muito agradável. Tudo que sempre desejei, mas eu era jovem e nada flexível. Radical mesmo. E muito irriquieto. Haviamos eu e Mariangela nos casados ( recem-casados-1964 ); e já desistido de Paris ao optar por viver no sul do Brasil. Cheguei primeiro, com meus guias, e fomos diretos para o sítio da Noemi Flores, irmã da Jane, mulher do pintor João Garbogini Quaglia. Ali, Noemi e seu marido, pintor gaucho, Paulo Flores, haviam construido uma vida para eles e seus filhos. Depois da morte precoce do marido, Noemi voltou para o Rio e foi morar com a irmã em Santa Tereza , no RJ. Moravam quase em frente ao Newton de Sá . Foi onde vim a conhece-las, porque o amigo NS fazia as melhores festas do Rio. Só neste corte da nossa narrativa, já daria um livro de costumes da época e política social do país. Nada de papo referêncial de mídia, mas assuntos invisíveis sem "papos caipiras revolucionários".
Mariangela, que era Romeiro Leal , de gente do Rio e São Paulo, casara comigo, careta, no Outeiro da Glória. Eramos colegas e contemporâneos. Mas ela havia me pescado em Cabo Frio, numa excurção promovida por ela e suas amigas da ENBA. Eu levei meu amigo Arthur José Carneiro comigo, e chegamos a colocar dois "cavalos doidos" dentro da exposição montada por nós, lá em CF. Mariangela era um Biscuit de olhinhos puchados e Inteligência focada em suas conquistas. Fui uma d'elas. A outra foi um dilema,...
João Garboggini Quaglia: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=3081&cd_idioma=28555&cd_item=1
Mariagela Romeiro Leal:
Arthur José Carneiro: http://www.terra.com.br/istoegente/332/entrevista/
Meu Dilema
Pois é: era todo meu. As decisões eram minhas; na incomoda posiçao de machão....A Mariangela sempre muito aplicada, era meu amorzinho e já havia completado o curso da Aliança Francesa, com distinção. Por isso tinha ganho uma Bolsa de Estudos para Paris. Seus professores franceses do Rio; até, haviam ventilado a possibilidade de conseguir, para mim, uma Bolsa na Belas Artes, lá na França; pois eu já era "Medalha de Ouro da ENBA". Mas, nada certo...foi quando o amigo e colega, Quaglia, me convidou para lecionar lá no Rio Grande do Sul; onde ele era professor de pintura. O que fazer então?
A Jane estava interessada em atuar como psicóloga, na Universidade de Santa Maria...na área de Pedagogia. Fui apresentado ao Diretor da Belas Artes, que veio ao Rio me conhecer e tentar me convencer em ir para lá. Nas conversas brotou então a idéia que fechava com todos os interessados. E era um projeto em plena formação pioneira. Propomos com a ajuda do Diretor Geraldo Messiat, que também estava levando para lá o músico, concertista suiço, Sebastian Benda e sua mulher Luzia Benda, com toda sua família. Luzia era formada, pela Bahia, em Arte ( música); e Música Aplicada Na Educação. Surgiu então a nova idéia ,que juntava as duas faculdades numa só congregação: "a criação de uma Escolinha de Arte para crianças , adolescentes e ouvintes", que era fundamental para a formação de nossos futuros alunos, do Curso de Professorado; nossos adultos universitários, que teriam assim contacto direto e orientação, para lidar com nossas pequenas e talves problemáticas crianças em faze de adaptação escolar. A querida Jane fecharia então o novo ciclo de profissionais necessários a nossa novíssima empreitada experimental. Fechada numa mesma Congregação ( de artes visuais e música, também experimental ), com a mesma Diretoria, e sua inevitável burocracia universitária.
Sebastia Benda: http://br.dir.groups.yahoo.com/group/bibliografia/message/1012
Luzia Benda: http://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Benda
O élo seria a preparação de nossos alunos para o curso de arte. Novos artistas plásticos e novos Programadores Visuais, nos moldes do que já haviam na ENBA do Rio. Mas, agora, com um curso de Professorado ligando as artes através de uma emblemática Escolinha de Arte, interligada a Escolinha de Arte do Brasil. Só ficava faltando o teatro. Teatro que, em Santa Maria era de rua e de agitação cultural, liderada pelo diretor "subversivo", nosso amigo "Freire". Daquele grupo me lembro da Joara ( estudante de medicina ) e do Paulo Bus, que veio a dirigir a Fio Cruz do Rio, e foi o primeiro pediatra da minha filha Joana, hoje mãe de meu neto Filipe; O Paulo foi para a Europa trabalhar com a UNESCO...
Quando viajei com o Quaglia e a Jane, a Mariangela, minha ex-mulher, ficou se preparando, com uma formação maior, na Escolinha de Arte do Brasil. Uma nova função e meio de viver. Podia ser apenas pintora, estava preparada e tinha talento....Assim foi; se me parece...Quando chegou , alugamos provisoriamente um quarto na Casa de Retiros , dos Padres Paulotinos. dirigidos pelas Freiras da mesma Ordem...assim ficamos instalados em um local mais afastado do Centro, mas muito lindo. Lá eles criavam animais de corte e plantavam de tudo ...absolutamente orgânico e limpo. Até os derivados do leite eram tratados pelas freiras ( uma tradição dos colonos da região).Enfim um ambiente super acolhedor e saldável.
De início assumi só a Cadeira de Desenho, mas para fazer política comigo, o Diretor me concedeu também a Cadeira de Gravura.Tinha dois salários dignos. A Mariangela tinha o dela também. Nossas despesas na Casa De Retiros eram bastante modestas. Por isto fizemos uma boa econômia pensando no futuro...talves nos fixar por lá, definitivamente. Comprar uma casa com um bom atelier. Coisas assim. Os alunos se tornaram amigos inseparáveis e fizemos inumeras excurções. Participavam com vivo interesse.....alguns, com atenção fora do comum. As artes plásticas tornou-se interessante para a cidade, que tornava-se um forte Centro Universitário.
Benda, o concertista, de fama internacional, resolveu nos brindar numa noite densa, inesquecivel, com um Concerto Romântico: Lizt e Chopin. Coisa linda , a música, acrescida de uma inesperada tempestade , na Boca do Monte... e Santa Maria, ficava iluminada com os sucessivos raios que clareavam o Auditório da Reitoria, repleto de maravilhados e atentos ouvintes. De arrepiar.... creio ter valido nossa ida para o RGS. Além disso Benda era extremamente vivido, com passagens por vários continentes.Tornou-se um amigo insuperável. Todos admiravam seu talento. Inclusive as novidades da música eletrô - acústicas , que ele trazia do leste europeu ...Thecoslováquia e Polônia. O que para mim foi fundamental. A informação sobre os novos tempos da Cibernética...e outras coisas sobre lugares e culturas diferênciadas. Um verdadeiro mestre ET, que pousava entre nós... tupiniquins.
Fiz grandes e saldosas amizades, com meus colegas, Claudio Carrigondi e o Carlos Galvão Krebs ( do Centro de Tradições Gauchas e Professor de História da Arte ). Era com um prazer extremo, que vivia tudo aquilo , mas tinha-mos salguns poucos professores provincianos e competitivos. Expus em Porto Alegre e conheci os artistas "socialistas"...Sorávia Bettiol...http://pt.wikipedia.org/wiki/Zor%C3%A1via_Bettiol, e seu marido, Vasco Prado ; prometo lembrar. Lá também conheci a Eloi Calage ( jornalista ), que tornou-se minha amiga, até sua morte ; ela e suas irmãs , creio que ainda vivas. O Jacob Klintowitz foi casado com a Eloi , e , só por isso recebeu ajuda minha, depois desapareceu da minha vista; graças ao meu Bom Deus...
Mas, de repente, quanto mais crescia , comecei a sentir algumas ciumadas mais ordinárias; dentro de nossa faculdade. Alguma coisa tomava corpo, e, no sul, a repressão poliítica era completamente paranóica, no seu anti- comunismo mais primário e violento. Alguma coisa se movia contra aquilo que crescia, nosso sentimento de liberdade e criação. Nosso diretor agia forçando "barras"para meu lado...Olhos se calavam ao nos ver passar, incólumes. Estavamos chegando no primeiro ano de nossa chegada transformadora. Mas a Reitoria tornava-se extranha; e nos presenteava com um pintor militar totalmente ingênuo, sobre o desenvolvimento dos novos modus de ensinar e fazer arte. Sombras extranhas à luz dos novos dias possíveis, que irradiavamos.
Afinal estavamos em 1965. E, no sul , a coisa pegou forte. Mas não o bastante para remover a presença do presidente deposto, nem do seu cunhado ; muito menos do "papai de todos", Getúlio Vargas, que nós encontramos em fotos e outras referências, na Prefeitura de São Borja; DAs MISSÔES ( 1965 ). Mas, também, no túmulo de Vargas e em muitas outras manifestações populares comuns...Coisas, das coisas. AZ RJ BR 2/2/2013
Coisas Das Coisas
Aguardem...Assim apresentamos uma tregua em um momento único da minha vida. Deslumbrado com a cor, a beleza das paisagens e das mulheres; e, das possíveis composições figurativas que nos perseguiam. Ficava muito emocionado e grato aos amigos que me ajudaram a viver tudo aquilo...Adorava os cavalos e sempre iamos ver as corridas de "Cancha Reta". Estranhei bastante as celas de montaria, mas aproveitei, mesmo assim, para dar uns galopes de cavaleiro.
Não acredito por quê, e como, acabei saindo de lá e voltado; depois de ver tudo que imaginamos, já instalado. As novas idéias e os cursos, que atraiam inumeros alunos. Coisas do coisa. Mas teve muito mais, e não era nada subjetivo. Aqui minhas desculpas se dixei saldades, e uma justificativa, que foi para mim insuperavel: não gosto de ser pressionado , nem de fazer conseções.
Por isso voltei, mas deixei lá meu coração. Acreditando ter feito a única coisa que me restava fazer. Por isso voltei para o Rio. E CONTINUAR LIVRE COM MINHA MENTE. Fiz o que tinha obrigação de fazer...dando, como exemplo, minha última opção. Retornei, mas uma delegação de alunos veio até aqui para me convencer à voltar. Tinha que manter viva minha mente em alerta, afinal....Não aceito mancadas fatais, que comprometam outras pessoas. Por isto, em 1967, entrei para a Psicoanalise de Grupo do Dr. Walderedo Ismael de Oliveira. Então sem essa: maluco é o cacete. O meu. por exemplo. Era uma esperança de segurar aquela onda de revolta, contra a idiotia , ainda hoje, imperante. O deslizar pela onda política e cultural, que se entrelaçavam na minha vida profissional e coletiva. AZ RJ BR 5/2/2013
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Passagem
Num átimo de nosso tempo, a coisa toda foi mudando profundamente. Mas eu continuava com minha vida levando os átos obscuros, que chegavam como avisos, com muita ponderação e cuidado. Pintava e desenhava quase sempre à tarde. Pela manhã tinha as aulas. O contacto com meus alunos se estreitavam, até as confidências sociais, políticas e comportamentais mais profundas.
Assim , ficava sabendo dos medos e anseios daquela gente local, que dependia de mim para encontrar uma maior vontade de se propor "artista". Sabemos que não é facil esta profissão, aparentemente tão macia de se levar. Esta é a realidade nada facil, voce escolher ser "artista", porque arte é caminho que escapa à qualquer controle. É um meio de vida, mas acima de tudo, um incessante vai e vem pela estrada difusa de um impossivel encontro final. Até angustiante, pela nossa condição de eterno começo. A pedra sempre rola quando chega ao topo do morro.Não existe um finalmente; sómente com a morte.
Eterna condição de procura e labuta, por soluções menos provisórias. Mas este é também um dos maiores prazeres do metier.... o fato de saber, desde o começo , que não chegaremos a esgotar nossa possibilidade de criação. Mas temos que segurar, focados nos limites desta equação, nada compreensivel. As coisas acontecem , além de nossas possibilidades de domínio. Principalmente, quando se é artista portador de um mínimo de ética pessoal . Não é possivel fazer todas as concessões oriundas do poder econômico, que domina todo o mercado. E, que, necessita de sangue novo
Pessoalmente não aceito artistas impóstos por forças extranhas às práticas do fazer; ao expo-las perante o público despreparado, e, menos crítico.... Quero dizer que não adianta: -"ser artista não é propriamente uma profissão, nem formal; nem tão pouco, informal; talves formol..."https://www.google.com/search?q=formol&hl=pt-PT&tbo=u&tbm=isch&source=univ&sa=X&ei=KOUTUbSwFayw0QHql4DoAw&sqi=2&ved
=0CE0QsAQ&biw=884&bih=451...Não sendo uma carreira de objetivos e progressões definidas; nem por preceitos estéticos; nem por imposições do mercado. Muito menos, por manobras menores, de menosprezo pelo que sabemos ser uma tentativa de superação pessoal com a expressão de uma linguagem visual, descontínua e imaterial. Do fazer artistico. Por fim, obra de arte.
E na dedicação cega de um pária, apartado da vida comum. Porque, assim, se decide ser artista, no escuro, numa sociedade atomizada por produções visuais mais ordinárias e fugazes, pela repetição massiva do nosso processo industrial midiático ordinário. Podemos aceitar e apreciar tudo, mas não somos obrigados a absorver, sem reflexões, as imposições dominantes deste "pensar criativo"; dirigido para o consumo de objetos em competição no mercado utilitário. Educação sim, certa elegancia e refinamento também pode ser bem- vindo; mas papo furado, nem pensar. Porque sempre serão mal intencionados; ou marcados pela necessidade de competição com minha pessoa, no livre pensar.
Se voce não é artista, "vá lamber sabão". Aquelas bolhinhas borbulhando, em sua PASSAGEM, pelo nosso pensamento desatento e adormecido. São ondas de espuma prestes a dissolução. Não encarou, então: "não enche o saco". Quando nem para crítica, sentida, estás preparado(a). És repetidor, e queres opinar no meu processo? VÁ.... E não me censure...o geito é sair de cena e dar espaço social para qualquer reflexão visceral, deixando esse facebook, "de pé de ouvido e racalque surdo", para quem quer se comunicar de fato, e, em aberto.... Porque prézas tanto sua intimidade? Achas, que ninguem comenta seus atos de covardia e vilânia? Não sei escrever, mas escrevo.... seus bananas. Deixarei livre a visão da amostragem, mas sem conduzi-las, como o principe banana costuma fazer; e, gostaria que eu fizesse.... Como aqueles ladrões de alma, de idéias, de projetos, e de nossas próprias histórias... manipuladas por ex-mulheres recalcadas e por ex-amigos invejosos, e controladores também. Ou, pelos 'tapas de gatos", em nossa aura de artista, amaldiçoados pela Espada De Luz do nosso Salvador... Q, HÁ ANOS VÊM NOS FAZENDO JUSTIÇA. AZ RJ BR 5-7/2/2013
Sinto muitíssimo: no seu principado banana , aquele ladrão , que deveria zelar pelo seu bom nome, numa profissão que é de fé pública, passou a mão no meu pal de cebo e escorregou por sua própria conta.
DEFINITIVAMENTE
https://www.google.com/search?q=Pal+de+cebo&hl=pt-PT&tbo=u&tbm=isch&source=univ&sa=X&ei=EN0TUda4Fo_
88QTLx4CIAg&ved=0CD4QsAQ&biw=1280&bih=851
Estava Enrolando
Estava enrolado com esta nova ferramenta de trabalho, mas aos poucos e com ajuda dos amigos acabei encontrando o caminho para facilitar minhas novas postagens neste novo blog de idéias, broncas e generalizações. É aquela coisa de falar de tudo e de usar da mais pura intuição, em sua direção precisa. Já não sei quem és, só fiquei sabendo que os "faustinis da vida" falam agora em nosso nome sobre os Clovis e os Bate-Bolas, via; academia ( universidade), o estado e a prefeitura. Agora, no ano de 2013, este Carnaval já era....Pois fizeram tudo aqui no Rio, nas minhas barbas brancas de Bom Velhinho, e, pior, fazendo nome nas minhas costas ( no meu saco de presentes malditos), lá fora também; como cínicos e manipuladores políticos destes domados infelizes massivos, agora , nas mãos das instituições voltadas para os entendidos em cultura popular saída da ditadura facista e voltada para sua afirmação, na hora das urnas sepulcrais...nacionalistas e turística, que tanto seduzem - e são seduzidas - por nossos brazilianistas de "araque". Com nossas idéias roubadas e impedidas de finalizar, por nossa comprometida administração de estado; herança do populismo de esquerda e fortalecida, aqora ainda, por uma nova onda de direita saida do socialismo, massivo e arrependido; e, foi o fim.... Coisas, DO COISA.
Mas, dói muito ser "garfado" na cara da cidade inteira. E quem é que não sabe? Que fui eu que levei para a mídia e a cultura popular - erudita, a enigmática aparição dos Clovis, Chupetinhas, Pierrots e Bate-bolas, com pioneirismo afirmativo ( hoje normal ). da CULTURA DA PERIFERIA. E, Desde 1976; até hoje; dando bexigadas nos eternos comedores de proveitos políticos institucionais, com preceitos acadêmicos, que não situam nosso nome, nem nosso trabalho.....Falta o "Simancômetro"; fazendo carreira remunerada, e amparada pelo saber.... dos sabidos....
Medalha de Ouro, do Curso de Pintura da ENBA, e uns dos pioneiros, lá também ( que dá mestrado e doutorado para nossos seguidores ), dos assuntos que misturam modernidade com cultura popular - erudita ( coisa que os artistas bolcheviques , pré 1917, já levantavam, pesquisando a arte decorativa das indumentárias, cerâmicas etc. Vindas lá de trás, dos construtivistas bolcheviques, que chegaram a abstração e a simplificação da forma, como aplicação em novo processo industrial, através do desenho ancestral, das artes decorativas e geométricas populares; empregadas nas manufaturas de padrões arcaicos, em tecidos e muitos outros utensílios de uso ordinário e diário....populares. Lá mesmo, no novo espaço, e no mesmo momento da transformação revolucionária local, ou, em outros centros irradiadores destas novas idéias coletivas. Viu gente boa, não é só pegando carona no cipó do Mestre Gabriel, que se mergulha nos assuntos das artes visuais seguindo-se a versão marxista, ainda em uso, na"estórinha" sociológica, do "pesadão" Arnold Houser. Só vai tomar um pouquinho de seu tempo, o seu novo trabalho de assimilação.
Pior ainda seria, surgir com aquela mesmo cara de pau, como aquele que meteu-se a mexer no Projeto ( o único existente) do nosso consagrado Mestre Lúcio Costa. Foi o tal do"arquiteto das culturas". Pois é: "me ferrou, impedindo minha passagem." É aquela coisa do "palhaço da música", e, hoje, das artes menores...E sem remédio, e sem respeito por ninguém, como se estivessem tratanndo de suas próprias intimidades. Nem ajuda de custo para nós, os "críticos artistas das ruas". O resto a população vai sentir quando a "vaca for pro brejo". Olha, "Cara de Pau"....http://www.dicionarioinformal.com.br/cara%20de%20pau/...., voce não tem que construir maravilha positivista nenhuma, nem encher o saco da cidade com mais peões ( porque serão os mesmos ), sempre mal remunerados.. Tem é que demolir muita coisa, como este "papo furado", "otimizado. É aquela coisa no meio da Barra da Tijuca, principalmente depois que abriram o Tunel da Grota Funda ( via expressa de nosso Tietê asfáltico )... Dinheiro né? Mas contratar mais gente ( que não dá "troco por fora" ) para os serviços gerais da cidade, como garis, para varrer a poluida Rocinha, por exemplo; isto não fazem, Aí dança todo mundo, descendo a ladeira nestes papos "imexiveis", tipo maluf, com toda a imundice moralista e plástica, que entopem os bueiros e a "nova estética das artes invisíveis" misturadas com desmontes de prédios desabando. Turista adora ver a nossa bagunça organicamente apreendida pela idiotía acadêmica. Bom mesmo é quando chove torrencialmente, aí os ratos mergulham, o cocô aparece, e a grande mentira do sistema sanitário salta aos nossos olhos, de turístas eletrônicos....
Nome do "arquiteto das culturas", Ricardo Macieira. Minha irmã Alba Zaluar fez um jantar para me apresentar aquele grupo político, do Governo Cesar Maia. Ela queria me ajudar, mas também estava sendo usada; e como..... Eu já estava em contacto com o José Luiz Sabóia ( cidadão que teve passagem pela nossa esquerda revolucionária ), naquele momento dirigindo a antiga Rio Arte. Meu assunto era apoio para realizar um documentário sobre os Clovis- Bate - Bolas. Que já vinha documentando, desde 1973, quando fui morar no alto do Catruz; me juntando aos meus amigos, ex-beatiniks, alí refugiados.Toda Pedra de Guaratiba sabia deste fato: meu interesse pelos Clovis, que atravessavam minhas viagens lá no alto do morro e por toda a região costeira; até os manguezais. Todos sabiam, os moradores me conheciam; e a imprensa também, já que a jornalista Mara Caballero frequentava, como amiga, nosso grupo "ripi"," da "pesada". Doi muito, o cinismo geral instalado na governança Maia, que acabou cedendo para a secretária, do "tal das culturas", o privilégio e os meios de favorecer o sobrinho de sua infeliz burocracia corporativa, um cara - destes"diretor de teatro" -, afetado naquele núcleo de efêmero poder...continuo__mas que já se desfez, ou não? Não mesmo, hoje faz teatro familiar e política do amanhã. Levando um possivel privilégio conquistado, no coletivo, e a graça de realizar um sonho, que já fora só meu... ( o dos Clovis ), mas que nunca passou. Ficou para o "dignificante"...sobrinho da secretária do tal, "Das Culturas". E o carinha continuou faturando, como toda sua família, das graças do poder, aqui e lá fora. Com instituições fora do Brasil_ desavisadas sobre nossa presença, de 37 anos de filmagens e observações sobre o assunto, sem nunca ter encontrado parcerias profissionais interessadas; nem dinheiro de patrocinadores, para finalizar meu objetivo completamente...Quando morrer... vou levar muita gente desgraçada comigo....
Ave Cesar. Ave Adão. Piada de Cabo Frio, que realmente aconteceu quando nosso pequeno grupo de adolescentes, fantasiados com lençol e galhos de enfeite na cabeça, se deparou com outro grupo de idiotas ; virando a Rua do Clube Tamoios. Era um conversivel rabo de peixe, com um fortão ao volante, que vira-se para nós e diz: - Ave Cesar. Ai o gaiato, do nosso grupo , responde: - AVE ADÂO. Mando esta porque coloquei uns linkes sobre as turmas de Bate-bolas, no meu facebook, mas este poder de mando, já estabelecido nas bazes políticas populares_ através de meu trabalho _ pela presença dos faustinis e macieiras, dominaram as Turmas desavisadas dos Bate-bolas ( COM CONCURSOS DE FANTASIAS DOMESTICÁVEIS ); retirando as imagens que faziam ilustração para minhas idéias sobre a cultura periférica. Nomenclatura abordada por mim RIO 73/79 BB/ 81/91 Baloarte _ quando abordei a cultura popular_ que vou voltar a destrinchar, detonando. Aproveito patra mandar um recado para aquele baloeiro e seu vendedor de imagens minhas, de um balão coletivo, que nunca foi responsável pelo registro; montagem na pequena moviola manual; além da divulgação há anos na Internet... O Pião da Bandeira. Feito por mim, que bolou, produziu, e veiculou, soltando-o no espaço da Internet. Ai, com a posse de uma cópia, que sedi para ele, Patrocínio... passou, lá no ABC paulista, à vender minhas imagens de registro, sem nenhuma referência ao meu documento em Super 8, nem remuneração alguma. Veio de MÃO GRANDE; vaidoso, prepotente e arrogante. Espero, pelo menos, alguma referência no uso indevido de meus direitos, mas com meu nome em destaque e toda remuneração atrasada; fazem anos de rapinagens indevidas.... E viva o Edson de Guadalupe; este é gente de fato...e conhece meu trabalho de registro de balões...Pois temos histórias vividas em favor dos balões. Porque fomos nós, que articulamos a primeira e definitiva reportagem sobre a arte dos baloeiros, quando marcamos na Avenida Suburbana um encontro para decidir a conveniência de levar o assunto para a Imprensa ( Jornal do Brasil- Editor: Humberto Vasconcelos. Jonalista: Mara Caballero_ 2 páginas , no Caderno B ) O Pião da Bandeira , nem existia ainda. As figuras responsáveis foram, pelo JB, Eu, a Mara Caballero e nosso advogado Oswaldo Mendonça; e, pelos Baloeiros: o Edson de Guadalupe, seus companheiros e o advogado dos baloeiros: O Baloeiro Adilson, nosso amigo comum, infelizmente tragicamente falecido. O Ivo não teve ingerência nestes fatos. Até, em São Paulo , quem organizou a primeira e grande exposição de fotos de Balões ( Titio Mello ) fui eu e a direção do antigo Banco Real; lá na grande praça da Sede do BR, na Avenida Paulista...( ENTRE 78/81, OS DOCUMENTOS SÃO BEM CONHECIDOS , PORQUE A PAULISTADA FICOU DOIDA COM AQUILO ; ALÍ MOSTRADO_ CERTO? )
Agora, surge um pilantra, ex anarquista da PUC- RIO e meu ex-amigo, que sabendo por mim, da existência destes baloeiros do passado, procurou-os ( para atravessar) e se juntou à eles ( RIO_ S.P. ), novamente postando minhas imagens, como coisa sem autoria e história ( SCACHAMBI- ESCULAXO - BALÂO DO VASCO ), há anos registradas na Internet por mim. Este carinha queria minhas imagens de balões para postar na INTERNET e colocar à venda;TRAVEI, como não poderia deixar de faze-lo. Embora precise muito de finalizar meu trabalho sobre "cultura popular periférica"; são 37 anos de registros. Aguardo alguma coisa mais séria do que esta transação de balcão de negócios, simplesmente. Antes de mais nada é preciso saber para que, e, quem, vai usar estas imagens...Colocando meu material à venda, sem minha aprovação e de todos os baloeiros envolvidos. É ser muito fominha e irresponsável. Vai mal este negócio. Quem sabe um advogado e os poderes constituidos não resolvem esta palhaçada; que vem me deixando exposto à repressão de vários seguimentos desta nossa responsabilidade coletiva...
O IVO ESTÀ ERRADO COMIGO E NÂO O TEMO...sua época de intimidades com a ditadura, como alfaiate, já passou; e a contravenção declarada é unicamente assumida por ele. Quer dizer: "que voces vão colocar a venda, pela INTERNET, um objeto da cultura popular sem aprovação dos principais responsáveis?". Como será, unicamente, de sua responsabilidade, qualquer acontecimento extranho, que, por ventura venha à contecer comigo. Certo?
Só quero ver, quando meu tempo acabar...daquia à 5 anos. Quando vou fazer 80, de broncas e irritações, cada vez mais políticas e focadas em nossos direitos como artistas visuais. Aí, vai ficar esquisito, não vou ter mais nada à perder. Certo? Quero o que é meu, e, se as imagens são minhas, sua dívida comigo não tem limites. Teria, se mantivesse o respeito devido e um compromisso profissional, normal.... Eu sempre preservei os baloeiros em suas lutas pela cultura popular carioca. Inclusive o Ivo Patrocínio. Em caso de dúvidas basta me procurar com qualquer grande baloeiro do Rio; eles vão saber como me encontrar. ESTE SEU NOVO PARCEIRO SABE COMO. Basta me telefonar. O resto não pode ficar só entre nós, e mal resolvido, porque sabemos que este assunto vai além das afimações oportunistas individuais. Durante o carnaval, em Pedra de Guaratiba, vejo seus balões desfilando, lá da zona militar da Restinga de Marâmbaia . Vem vindo, sim. E sempre, porque amanhã tem mais. Amanhã será um novo dia, como aquele do Cachambi, às 6 horas da manhã; com o falecido Deolindo (fotografo amador de baloões, ainda presente, e, me carregando em seu carro_AZ RJ BR 26/30/1/2013. Aguardo; sinais de fumaça.....
Pois é: continuo a gravar meu trabalho audio visual na Internet; o que considero um trabalho de continuidade, muita gente anda invejando e imaginando me intrigar com meus amigos aqui no meu MURAl Do FACEBOOK. Peço, com todo respeito, que me ajudem, porque pretendo ir muito além da política dicotômica vigente e dar um passo além, com os novos ensinamentos recebidos na Arca da Montanha Azul. Que mudou, até, minha maneira de jogar capoeira e pensar os livros sagrados de todas as religiôes; por isso acho meio mediocre estas coisas ditas em nome de Buda, com intuito de me ajudar. Na verdade, tem sido escritas pelo Lula Araujo, mas tomei como direcionadas maldosamente à minha pessoa , por demais atacada nos últimos tempos; por isto reagi de forma grosseira...Sinto muito, amigo, mas já sofri bastante para me aceitar, como verdadeiramente sou; e, com meu pesado CARMA, que carregarei para sempre. Só tento melhorar um pouquinho, humildemente, aqui na Rocinha, como um novo favelado que me tornei...mas muito mais forte e atilado. E preparado para lidar com mais gente. Que São Jorge continue a me proteger com sua ESPADA DE LUZ. Luz e amor dos amigos, que tanto preciso. Porque o ódio. que vejo em velhos amigos, decadentes, não aceitarei nunca. Ainda posso substitui-los, não posso? AZ RJ BR 15/3/2013
http://vidgrids.com/capoeira-puc-rio
http://vidgrids.com/trajano-paiva
Foi o Trajano Paiva, em sua casa, e, na sua mesa de edição, quem me ajudou a limpar, editando de forma "Naturalista", o vídeo Dos 50 Anos do Mestre Russo ( contestado por ele ), do Projeto Capoeira Viva. Trabalho acompanhado e remunerado pr mim, que não saí devendo à ninguem....AZ RJ BR 15/3/2013
MODELO DADAISTA
"Eu redijo um manifesto e não quero nada, eu digo portanta certas coisas e sou por princípio contra manifestos ( ? ). Eu redijo manifesto para mostrar que é possivel fazer ações opostas simultaneamente; numa única fresca respiração; sou contra a ação pela contínua contradição, e pela afirmação também, eu não sou nem para nem contra, e não explico por que odeio o bom senso"_ Tristan Tzara
Tzara opta por expressar, de medo inconfundível, suas opiniôes acerca da arte oficial, e também das próprias vanguardas_ e já faz muito tempo..AZ _ ( "sou, por princípio, contra manifestos, como sou contra princípios....") DADA vem para abolir de vez a lógica , a organização, a postura racional, trazendo para a arte um caracter de espontaneisno e gratuidade total. A falta de sentido, aliás presente no nome escolhido para a vanguarda. Segundo o próprio Tzara:
Dada não significa nada. Sabe-se pelos jornais que os negros Krou_ http://www.minorityrights.org/5539/cte-divoire/krou.html _ denominam assim: a cauda da vaca Santa: DADA. O cubo é a mãe, em certa região da Italia: DADA. Um cavalo de madeira, a ama de leite; dupla afirmação; em russo ou em romeno,: DADA. Sábios jornalistas viram nela uma arte para bebês, outros, Jesus chamando criancinhas do dia, o retorno ao primitivismo seco e barulhento, barulhento monótono. Não se constroi a sensibilidade sobre uma palavra, toda a constituição converge para a perfeição que aborrece, a idéia estagnante de um pântano dourado, relativo ao produto humano_ TRISTAN TZARA
Beatiniks
Reencontro com minha geração Beatnik. E com os "ativistas malditos" do final dos anos 50: Delson Pitanga, Siloé Abenz, Hamilton Cordeiro ( Indio ), Sivinha Maconha, O Grande Uwe, Verão, Dilcéa e outros, menos ligados a minha pessoa. Aqueles que, sem ser da esquerda- comunista, trouxeram para o Brasil de forma pioneira, em primeiríssima mão, a revolução dos costumes, das artes ( Pintura em Paredes ), e de uma nova postura social vinda dos poetas e jovens intelectuais norte americanos _ muito à frente do que se convencionou chamar de Arte POP ( ligada a CIA e ao Departamento de Estado )_ Aos meus amigos, aonde estiveram agora, o meu muito obrigado, por tudo que me fez ser.... o que sou hoje. AZ RJ BR 19/2/2013
Geração Beat
Encontros / Geração Beat- Apresentação
Sergio Cohn-Azougue Editorial
Nossa intenção é de divulgação e aplausos, estando meu Facebook a disposição desta Editora e do Sr. Sergio Cohn. Meu MURAL pode ser usado, muito além das "disposições aos contrários". Agradeço a compreenção de todos. Aloysio Emilio Zaluar.....
A Geração Beat foi o fenômeno literário mais importante da segunda metade do século XX. Influenciou não apenas a literatura e as artes, mas a sociedade como um todo. A abrangência de sua atitude e pensamento ajudou muito do que nosso mundo tem de melhor- o pensamento ecológico, a crescente liberdade sexual e de comportamento, a valorização das culturas ameríndeas e orientais. Esse volume especial da Coleção Encontros traz as melhores entrevistas dos expoentes dessa geração.
Allen Ginsberg, Chales Bukowski, Gary Snyder, Gregory Corso, Jack Kerouac, Lawrence Ferlinghetti, Michael McClure, Neal Cassady, William Burroughs
RIO DE JANEIRO_ BRASIL_ 2013
EXEMPLAR
GB
MEDITAR E VARRER O JARDIM
GARY SNYDER
" Precisamos desenvolver uma nova experiência histórica humana. Muito desta perspectiva é simplesmente conhecer os fatos_ fatos que estão disponíveis , mas simplesmente não penetram na mente das pessoas. Este é um humanismo novo, mais amplo, e nos ajuda a compreender nossos esforços espirituais, também. Em média, o cérebro humano era maior a 40.0000 anos do que agora. Mesmo o homem de neanderthal tinha um cérebro maior que o homem moderno. Esta informação vem do estudo de moldes de cránios. Quer seja muito relevante ou não, não sabemos, mas é um ponto bastante interessante. Marshall Sahlins, um anteopólogo ecionomista da Universidade de Chicago, em Stone age economics, oferece a pesquisa, metodologia e conclusão de que o povo do período Paleolítico Superior trabalhava quinze horas por semana e dedicava o resto do tempo as atividades culturais. Este periodo e o seguinte coincidem com o surgimento da grande arte das cavernas_ por exemplo, nos Pirineus, no sul da França. Podemos apenas especular sobre quem era esse povo; embora saibamos que eram plenamente inteligentes e que sua aparência física não era diferente das pessoas que vemos hoje ( exceto sua estatura - pelo menos a do Cro-Magnon- era um pouco maior ), e que se alimentavam muito bem.
Não apenas existem milhares de cavernas e milhares de pinturas nas cavernas, mas as pinturas aparecem em cavernas a duas milhas de profundidade, onde se tem que rastejar em poças de agua fria e atravessar passagens estreitas no escuro, que se abrem para câmaras, onde se vê grandes pinturas. Este é um dos nossos principais koans: o que os homens têm feito? A tradição das pinturas nas cavernas, que datam de 3.000 a 10.000 anos atrás, é a tradição mais longa do mundo de uma arte ùnica. Assobérba inteiramente qualquer coisa. Sob esta perspectiva, a civilização é uma coisa pequena que acontece bem mais tarde.
A argumentação que muitos antropólogos contemporâneos trazem, como Sahlins e Stanley Diamond, é que nossa experiência humana e todas as nossas culturas não foram formadas dentro do contexto de civilizaçõe em cidades ou em agrupamentos de grande número de pessoas. Nosso ser biofísico, bioquimico, como um animal de grande complexidade, já estava bem formado e modelado pala experiência de bandos de pessoas vivendo em agrupamentos pequenos em um mundo onde havia muita companhia: outras formas de vida, tais como baleias, aves, animais. Podemos julgar pelas pinturas, pela beleza e precisão dos desenhos, e também pelas pequenas esculturas de perdra da época magdaleniana, a existência de um enorme interesse, troca, e afinidades entre pessoas e animais. Os desenhos mais precisos de animais feitos até os desenhos científicos modernos são esses das cavernas : perspectiva correta, atenção correta.
http://www.youtube.com/watch?v=lL1ro7-pg4M
Para dar um passo adiante: em algumas àreas do mundo, o periodo Neolítico foi uma parte longa e estável da experiência humana. Representou de 8.000 a 10.000 anos de relativa abundância , estabilidade, um alto grau de democracia , igualdade entre homens e mulheres_ um periodo durante o qual todas as nossas verduras e animais foram domesticadas, e a tecelagem e a cerâmica surgiram. A maior parte das artes nas quais a civilização está baseada, os ofícios e habilidades, são legados do periodo Neolítico. Pode-se dizer que o trabalho de base para todas as disciplinas contemporâneas espirituais foi realizado por eles. O corpus mundial de mitos e folclore _ os temas folclóricos, os principais mitos e temas míticos distribuidos universalmente pelo globo _ é evidência da Profundidade da Tradição. Então, sob esta perspectiva , a civilização é recente, e a escrita é ainda mais recente, e a escrita como algo que influencia a vida de muitas pessoas só surgiu nos últimos três ou quatro séculos. Bibliotecas e academias são desenvolvimentos recentes , e as religiões no mundo - o budismo incliusive - são bastanta novas. Por detrás delas há milênios de seres humanos sendo trabalhados; desenvolvendo-se e conhecendo a si mesmos.
Os últimos oitenta anos foram como uma explosão. Bilhares de barris de petróleo foram queimados. A taxa de crescimento da população, extração de recursos, destruição de espécies, é sem paralelos. Vivemos uma época inteiramente anômala. é na verdade bastante impossivel fazer qualquer generalização sobre a história, o passado ou o futuro; da experiência humana, ou de qualquer outra coisa, com base em nossa experiência atual. Ela está situada fora do fluxo normal, é uma anomalia. As pessoas dizem , " temos que ser realistas, temos que falar sobre como as coisas são.." Porém como as coisas são hoje, não são reais. É uma situação temporária" ...GS 10/6/1977
A POESIA MAMIFERA
MICHAEL MCCLURE
A Nova Visão_ De Blake Aos Beats
Azougue, 2005
GB
SE EU TIVESSE UM TRILHÂO DE SENTIDOS
EU PODERIA DIZER-LHE
porque as moléculas são mentiras
E
O QUE
NÒS
SOMOS
DE VERDADE
! ! !
http://www.youtube.com/watch?v=lL1ro7-pg4M
GARY SNYDER
GB
" Aprende-se o comportamento animal sendo um observador aguçado_ entrando na mente dos animais. Por isso, nos rituais e cerimônias da antiguidade encontradas no mundo, o elemento chave da cerimônia é a mímica de animal. A mímica é uma expressão epontânea da capacidade de se tornar física e psiquicamente um_ ser parecido- AZ _ com o animal, mostrando que a pessoa sabe exatamenteo que o animal faz. ( Snyder faz a mímica de um lagarto ) Mais interessante ainda: em uma sociedade de caça e coleta aprende- se sobre a paisagem como um campo, multidimensionalmente, ao invés de uma linha reta. Nós americanos vamos para todo lugar em uma estrada; temos os pomtos A e B para ir daqui para lá. Sempre que queremos alguma coisa , a definimos como estando ao final desta ou daquela linha. No vilarejo da sociedade neolítica , isto já estava acontecendo, com as vilas ligadas por linhas. No entanto , em uma sociedade aonde tudo vem do campo, a paisagem com todos os seus acidentes de terreno e dimensões são memorizados.Você sabe de onde vem a cola e o fio, além da colina é onde os antilopes bebem agua....É um sentimento do mundo como campo.Tudo compartilha a qualidade de samadhi
Mais precisamente, certos tipos de caça são entradas ao movimento - consciência -mente - presença dos animais. Como dizem os indios, "cace o animal que vem para você". Quando eu era um menino vi velhos indios Wishram lancear salmão no Rio Columbia, de pé sobre uma pequena prancha estendida sobre uma cachoeira impetuosa. Eram capazes de ficar de pé imóveis de vinte a trinta minutos com uma lança nas mãos e de repente _ tinham um salmão. Este tipo de paciência!
Estou apenas especulando sobre quais são as raízes biofísicas, evolucionárias da meditação prática e espiritual.Sabemos muito mais sobre isso do que as pessoas pensam. Sabemos que as práticas de jejuar e ficar um tempo sozinho - quietude -, como parte do treinamento xamanístico, são universais. Todas essas possibilidades sem dúvida têm exploradas por dezenas de milhares de anos - têm sido uma parte da maneira como as pessoas aprendem o que fazem".
G S- Publicado pela primeira vez, na Revista East West, em 10/6/2013
MEU DILEMA
CONTINUIDADE
AZ
Rio Grande do Sul
BRASIL; Meu Brasil brasileiro
Agora observem; o que voces fizeram: estava como professor, lido muito para entender, que aquela provincia ( Santa Maria , Da Boca Do Monte ) estava apartada de todas as coisas que carregava comigo. Minha vida anterior. Então, como ser um bom professor, ao deixar "em branco" o que já estava sabidamente "negro"? Extranho, naquele cotidiano interioriorano, cheio de contradições atávicas, mas muito mexidas pela "redentora". Tudo, quase ingênuo, mas ameaçado em arder em fogo. As notícias que chegavam ao ambiente político, daquela região "altaneira", não eram nada boas. Arrochavam no "Cone Sul". Alguns alunos, da região, bem informados e viajados, ficavam grudados em tudo que diziamos. Vários, se tornaram meus amigos, inclusive a irmã do Reitor da Univercidade: Nininha Mariano da Rocha (?). Tornou-se uma grande amiga e confidente. Sempre preocupada comigo. Sabe-se lá por quê....Foi duro sair de lá; mas sai com toda razão, sem incomodar ninguem.
MARIO QUINTANA: Velório sem defunto_ Deus tirou o mundo do nada
Não havia nada mesmo...
Nem Deus!!
Nem ateus, digo eu...
Gary Snyder_ Revista East West 10/6/977_ Tradução Renato Rezende
Existem dois tipos de consciência da terra: uma é chamada de global e a outra chamamos de planetária. As duas estão a 180 graus de distância uma da outra, embora aparentemente pareçam similares. "Consciência global" são homens da centralização-utopia-tecnocratas-engenharia-mundo, vestidos de terno, que jogam jogos mundiais em teoria dos sistemas; eles incluem os ambientalistas que estão empregados pela Comissão Trilateral. "Pensamento planetário" é descentralizador, busca soluções biológicas mais do que tecnológicas, e encontra seus mestres para as possibilidades alternativas tanto nas habilidades transmitidas dos povos naturais da Papua e das nascentes do Amazonas quanto nas bibliotecas de grandes civilizações ocidentais. É útil fazer essa distinção entre uma mente planetária e uma global. "Mente planetária" é o antigo iinternacionalismo que reconhece a possibilidade de uma terra com toda sua diversidade; "consciência global" finalmente imporia uma tecnolôgia não tão benevolente, via um sistema centralizado.
O DILEMA
As coisas, que se passaram, foram de uma mediocridade impressionante. Aliás, sou assim mesmo, como o Chaves... "ninguem me compreende". Gostava de ve-lo com meu filho Pedro, quando ainda era criança. Seu Madruga foi meu diretor de harmonia, na Belas Artes. Por isto, tudo que faço tem repercussão até hoje. Há tempos atrás, querendo ir embora do Rio, telefonei para meu velho amigo baiano, já aposentado e morando em São João Del Rei, e pedi uma pousada para ele: Quaglia dá para ficar na sua casa; gostaria de alugar alguma coisa por aí...Coisas de gaucho; pedir pouso. Mas, bahianamente, Guaglia falou: - põxa meu filho já esta com 23 anos e voce agora me telefona.... Querido Garbogini, tenho 3 filhos maravilhosos e não entendi nada. Voce ainda está naquela do Portinari? Bom menino: inauguraste algum quadro do general pintor, que foi para nossos alunos mostrar a verdadeira pintura? Conhecia-o desde criança, meu pai cuidou de sua família quando ele foi para a guerra; mas, por isto mesmo, não fiquei para fazer aquele papelão, literal. Pois é: vim embora, e estou aposentado como "velhinho maluquinho", mas com cara limpa e sem
http://www.youtube.com/watch?v=rHyXT3gLFuw
arrependimento. As coisa foram assim mesmo....
http://www.youtube.com/watch?v=ih1Xhb0haiI
Quando em 76 mandei: "O Clovis Vem Ai!"...Foi aquele alvoroço. Sofreguidão. Nas redações de jornais e no meio acadêmico....Qual seria? Foi-se, mas ficou reverberando. Absolutamente incógnito, e dando trabalho a polícia. Quem será? Incompreensivel, mas cheio de entendidos em turmas. Detalhes, que solicito à minha amiga Aline Gualda, que publique no meu Mural do Facebook. É seu, e voces, das turmas, merecem....a compahia da Aline.
Falo de econômia, porque muita gente faturou em cima, fazendo vídeos, documentários etc. Falo de notícias. Falo da alma humana das suas entranhas, que me levaram ao carnaval medieval de Basel, SUIÇA, Que é mais velho que o Brasil e estas fantasias de "crianças", destes "picaretas", brincando de esconde-esconde...Criaturas oportunistas capazes de criar, sim , mas de destruir todo um projeto de anos de observação e vivência . Agora fiquei velho , mas ainda espero sócios para colocar comigo, todo meu acervo de 37 anos de registros da agora vulgarizada "cultura periférica". E viva o Seu Jorge. Pois é: agora quem não quer sou eu. VIVA NÓS.
Roubar, invejar, tentar tirar o maior partido foi coisa de otários...o bom é viver até as últimas possibilidades, o que gostamos. Vou apertar, mas não vou acabar agora, com este "papo altaneiro". Mas aqueles "amigos do antigo partidão" foram me deslocando, na medida que iam se acalmando com suas aposentadorias e o venha à nós...a bravura. Por isto tentaram me descartar de minha fantasia de heroi. Foram os super-machos, hoje, de direita, se descartando daquela assustadora esquerda ensanguentada. Me perguntaram qual é a minha? Entenderam alguma coisa de uma criatura complicada como eu? Mas andaram anunciando que tinha dado "o golpe do baú". Atuaram feio. Me penduraram no rabo do rato de suas vidas; mas esqueceram, que sou gato de sete vidas.
O Bom Velhinho....
http://www.youtube.com/watch?v=-OITCPGwpHg
http://www.youtube.com/watch?v=TXAMEmfdgeE
Os poucos, que achava estar entendendo, se mostraram de um narcizismo feroz, porque hoje sou favelado. E estou assumindo minha velha vida de periferia. E, tenho orgulho disso , porque frequento a Capoeira do Mestre Manelzinho e do Mestre Nestor; o Mestre Garrincha já me convidou para aparecer; conte com isso. Mas e a velha esquerda, diluiu-se? Não amigos, cada vez avanço mais pela estrada da democracia das idéias, e do velhíssimo socialismo. Fui bobo em me arriscar com alguns cagões...Quem sabia, de fato, do partidão era o Malina, o Apolônio e o Mariguela. O primeiro declarou, livremente , em tempos de democracia , que realmente o partidão estava à fim de dar um golpe, galgando espaços no Governo Jango Goulart. Quem sou eu para contestar?
Apolônio e o Mariguela não aguentaram o charme ideólógico do CHE e resolveram incendiar o mato ralo do envolvimento popular. Tristes trópicos. Prefiro esquecer o que fiquei sabendo...Horror. Terror. Coisa assim; depois o CHE subiu para a Bolívia, com seu trotiquismo convicto, e, resolveu levantar em armas aqueles COCANEIROS. Donos de suas próprias terras. Todos conservadores e secularmente acomodados nas encostas dos Andes. Com seu ancestral, e, necessário "IPADU". O velho estimulante para as altitudes e subidas sem fim, que dá a sensação de superação DA VELHA FOME CONTINENTAL. Fome ancestral daquela gente vivendo apartada de tudo. Passou. Tudo passará, mas eu preciso colocar estas coisas para fora, porque quero entrar como um anjo do céu, quando meu dia chegar.
O passado passou???? NÂO , o presente é que está dando uma volta no Espaço Global, terreste, da econômia. Somos internacionalistas, mas nada de poderes concentradores, únicos. Amigos gostaria de ser liberal, libertino, libertário, anarco- comunista, mas estou só. Comigo mesmo. E fazendo voltas como todo mundo, mas quem se importará comigo? Quero uma mulher, só minha. E me orgulho de nunca haver recebido ordens idiotas. Quando o fiz, me ferrei. E, dancei. Meus amigos mais machões, não tiveram coragem de assistir, em Cuba, A DECLARAÇÂO DE HAVANA. Quem tem cu tem medo.... Principalmente com a tentativa de invasão da ILHA. Daí o socialismo. Mas Fidel não precisava nacionalisar a COCA-COLA. Que gosto horrivel. Bacana foi a derrota da Máfia do AL CAPONE ...o rei do jogo, da prostituiçao, e da Cuba-libre. O resto é papo furado. Fidel não derrotou o Exercito Americano do Norte. Derrotou o da morte, com aquele sargentão empregado dos mafiosos...um tal de "batista, lambe saco". Fui e voltei.
Mas eu era professor ( RGS 65 ) e tinha_ e tenho_de ser exemplar, apesar de todas as dúvidas. Antes de viajar para o sul já tinha sido da Geração Leila Diniz ( aprendido com ela e a Nazareth, minha amiga de sempre ) Visto como aquelas mulheres ( falta a Maria Gladiz) incendiaram a PÇa General Ozório e criado a tal BANDA DE IPANEMA. Sai daqui com aquele toque de corneta do Negão, amigo do Albino Pinheiro, zoando nos meus ouvidos....
Então embarquei para sempre; acreditando estar dando uma volta na minha historinha. Fui e voltei, novamente. Estou hoje aqui, porque voltei ( Rio 65 ). Mas porque tanto ódio e desconfiança com minha pessoa? É tudo dificil para mim. Pois é; amigos, não sou responsável pela realidade...nem as crio. Quando muito consigo sobreviver assim, por um fio. O que é isso velhinho? É um novo chamado do meus amigos capoeiristas Ferradura e Itapuã. Vou seguindo o chamado...AXÉ.
Continua amanhã...AZ RJ BR 21/2/2013
Conheci melhor o Danon, lá em Friburgo, no sítio onde nos hospedavamos. Era um grupo grande, muito interessante, parte do grupo ficava no Sítio Araponga, mas, como sempre havia muita gente, o Cezinha, um dos donos, alugava uma peqena propriedade também vizinha ao Rio Macaé de Cima. Assim todos ficavam acomodados. O Sergio Moraes estava refugiado no Chile. Eramos de esquerda, e o Eliomar Coelho puxava imperdíveis "Quadrilhas de São João". O "falecido" Bráulio ( como pode uma pessoa forte e boa como ele morrer tão cedo),caseiro do sítio, com seus parentes faziam enormes fogueiras. Crianças, adolescentes e adultos faziam a maior festa, ritmada pelo quentão. Inesquecível.
Mas o Danon, só sobressaia na hora de fazer as refeições. Organizava as cozinheiras, os apretechos e toda a condução das mesas. E isso sem mover uma palha; só no papo e na animação. Conclusão , almoço sem o Jacques Danon não era a mesma coisa. Quando vinha a noite, ele nos brindava com sua cultura, que ia dos Indios até os ETS, sempre nos observando. Já fui muito feliz. Tempo de fazer "cabeça" com muita informação cultural e amizade. AZ
O Mario Schenberg, também físico e crítico de arte, conheci através do Granato, que me levou a sua casa lá no Leme. Depois estive com ele e o Danon várias vezes no posto nove batendo palmas para o por do sol. Mas, quando o papo rolava, e o Mário fechava os olhos, as informações rolavam como uma cascata de luz e clarividência. Nenhuma soberba. Nenhum... não; Nem negação, porque tudo estava encadeado; até as velhas besteiras, porque muitas vezes eu estava em outra; com outras informações. Assim viamos o planeta e nosso universo, às vezes, de sua janela visionária batendo com as ondas da praia em frente daquele prédio, no final de Copacabana. Esse cara foi bom e culto, como o meu pai, Achilles E. Zaluar, o Abelardo Zaluar, o Augusto Rodrigues, o Jacues Danon, o Oswaldo Goeldi, o Solano Tridade, o Walderedo Ismael de Oliveira e muitos outros. Eu ouvi durante 8 ( oito ), intermináveis horas, um discurso do Fidel Castro, por isso, aqui, só estou falando dos céus, do fogo e das artes. Sem ideologia, que guardo para reflexões mais complicadas, principalmente às do fim do século XIX e início do XX, misturadas com as artes, as novas atitudes comportamentais e mentais, experimentais; incluindo aí, e fechando tudo, o inconsciente coletivo e a psicanálise. AZ de Azurara
http://www.pion.sbfisica.org.br/pdc/index.php/por/Fisicos-do-Brasil-Memoria/Mario-Schenberg
http://en.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Schenberg
VOLTO AO DILEMA
Pois é: no dia 16/2/2013 um meteorito deu um susto grande, em todo o Planeta fazendo um estrago dos diabos. No mesmo dia um asteroide, 20 vezes maior, passou raspando ao gol; iforna-os O DIA. Distância menor que a da Lua...Mas a queda de um meteorito de 10 kms de diametro, em Yucatã, no México, causou...o fim da era dos Dinossauros. "Coisa do coisa" há , 65.5 milhôes de anos, e afetou 70% das espécies .
A maior cratera, nos informam, foi causada na Antártica, com 480 kms de diametro; è verdade, tudo isto foi descoberdo "ONTI-DONTI", em 2006_ nesta época eu já jogava muita capoeira_ São 7 anos de alerta geral, "mas acho que vou tirar a minha cara da reta" Pois, como já tenho 75 anos, vou virar anjinho no céu....daí, deixei de ser ateu atôa_ "Graças Ao Meu Bom Deus"
No mesmo dia, temente a solidão servil, telefonei para o "Conde"...E, ele, me levou para assistir ao novo filme do cineasta alemão Herzog: "A CAVERNA DOS SONHOS PERDIDOS". que recomendo aos meus seguidores infiéis. Foi descoberta depois de ficar, por 20.000 à 30.000 anos escondida de mim. Por causa de um deslizamento de terra que tapou sua entrada. Coisa dos coisas.....
É a Caverna do Chauvet ( nome do seu descobridor), ou Chauvet Pont D'Arc. Está localizada perto de Vallon_Pont D'Arc...local sinistro ao sul da França; atomizado pelos homenzinhos de hoje. Cérebro menor sem focar a realidade em tôrno, e, nada ZEN. A Caverna tornou-se deslumbrante quando os arqueólogos, em 1994 ( "quando entrei para o LTDP para construir uma escultura múltipla, sonora e pronta para virar a TRAPIZONGA...") Foi a pouco tempo, e, descobriram os restos fossilizados de muitos animais (da puc ?), incluindo alguns já extintos....
Um sítio arqueológico dos mais importantes, do nosso pequeno mundo, comparavel as Cavernas de Lascaux e de Altamira. Diversos animais estão alí "retratados". E como afirmava alguns membros da Geração Beat, Os homens daquela época eram mais altos e seus cérebros eram maiores também; Eo mais interessate é ue estes loucos beatiniks afirmavam também que a visão, daqueles homens Pré-Históricos, era mais focada do que a nossa. Por não ter esta carga positivista de idéias super- postas compartimentadas como armaduras racioalizadas, que entravam nosso simples olhar...
Foco ZEN ; viam o que estava à sua frente, com a clareza de um cientista-artista bem formado. A precisão destes focos de imagens, "VIVAS", do passado remoto, invade-nos e, de assalto ,no sobressalto de nossa imaginação, se vê pouca afeita a tamanha realidade. Um tumulto de muita felicidade deste documentário do cineasta e artista alemão; HERZOG....que ninguem deve perder. A não ser, que queiram cotinuar nessa aí!
Diversos animais foram registrados com a exatidão de movimentos anatômicos, por aquelas criaturas _ primatas como nós: leões, panteras, ursos, aves predadoras, rinocerontes, hienas, etc...Além dos cavalos, bovídeos e veados. Desenhos, pinturas, simbolos e sinais , como as marcas das suas próprias mãos...e de um artista que se nota repetidamente, por um defeito que tinha no dedinho; como o nosso Lula....tudo isto foi descoberto em 18/12/1994. Estes homens deviam medir, em média, 1.80 m.
Esta nave "inter- planetária" foi ocupada, em nosso passado, por longos periodos. A maior parte desta ocupação é de 30.000 à 32.000 anos. E a última grande ocupação é de 25.000 à 27.000 anos de existência, intensa e focada na realidade ambiente.
Pois è: na Europa temos também a Caverna De Les Trois_Fréres ( França ) com pinturas rupestres do Paleolítico Superior. O Complexo de Cavernas de Lascaux, patrimônio da humanidade ( UESCO). A Cavernade Altamira ( Santander_ Espanha), do Periodo Paleolítico Superior e A. R. do Val Camonica ( Itália_UNESCO) Na idade do Ferro.
GB
PALEOLÌTICO: é a Idade Da Pedra Lascada
Mesolítico; Neolítico ( Idade da Pedra Polida)
É a vida do Homem das Cavernas, de nômades à sedentários, surge então a agricultura e a ARTE RUPESTRE, que era uma forma de linguagem, porque ainda não havia uma grafia escrita.
Que é anterior há 4.000anos AC . Pois foi por volta deste Periodo que os SUMÉRIOS desenvolveram a escrita CUNEIFORME.
Sem o domínio da linduagem gráfica, tivemos três fases importantes
O Paleolítico_ Mesolítico_ Neolítico
Paleolítico é a idade da Pedra Lascada
Mesolítico; Neolítico: Idade da Pedra Polida
É a vida do Homem da Caverna, de nômades à sedentários. Surge então a Agricultura e a Arte Rupestre, que era uma forma de linguagem usada, porque, ainda, não havia uma forma inicial de grafia escrita. que é anterior há 4.000 anos AC. Pois foi por volta deste periodo, que os Sumérios desenvolveram a escrita CUNEIFORME.
VELHO DILEMA
Pela falta de registros gráficos, mesmo os mais rudimetários de Grafia Escrita....É que surgiram então aquelas três fases anteriores importantes: Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.
Não tendo possibilidade de comunicação, através das palavras, estes homens passaram a se comunicar através das imagens. Que duraram alguns milênios. Trocavam idéias, desenvolvendo sentimetos e preocupações cotidianas.
No Mesolítico, com o domínio do fogo, puderam espantar os animais predadores, cozinhar a carne e outros alimentos. Passaram a iluminar a habitação, além de conseguir manter o calor, nos momentos de frio mais intenso. Desenvolveram também a agricultura e puderam domesticar animais...Com estes avanços foi possível a sedentarização , pois a HABITAÇÂO FIXA tonou-se necessária.
Com o Periodo da Pedra Polida desenvolveu-se a Metalurgia...criando-se objetos de metal, como lanças, machados. "Etcetera. Coisa das coisas". Caçavam melhor e produziam com maior rapidez. Assim podiam guardar provisões...Foi nesta época, do desenvolvimento humano, que passou-se a realizar um intenso intercâmbio entre vilas e povoaçõs. Levou 15000 longuíssimos anos, o quanto durou a IDADE DOS METAIS.
EVOLUÇÂO DO HOMEM PRÉ HISTÓRICO
AUSTRACOPITHECOS
PITHECANTROPUS ERECTUS
HOMEM DE NEANDERTAL
HOMEM DE CRO - MAGNON
HOMO SAPIENS
Que é o meu caso.....Voces, não sei???
FATOS MARCANTES:
Escultura _ VENUS DE WILLENDORF
IMPOSIÇÂO DAS MÂOS (Gravuras- primeiras)
Pinturas Rupestres: LASCAUX_ França
Agora voces podem me explicar como podiam ter Leões, Panteras, Rinocerontes, e outros animais, na gelada EUROPA; alguma coisa andou "boiando" nesta informação.
Sabem o que foi? Escrevam para meu Facebook: aloysiozaluar facebook
EUROPA: OUTRAS CAVERNAS
LES TROIS_FRÉRES (França_ Pinturas Rupestres_Paleolítico Superior)
Complexo de Cavernas de Lascaux _ Patrimônio da Humaidade ( UNESCO)
Caverna de Altaneira ( Santander_ Espaha_ Paleolítico Superior )
A. R. Do Val Camonica _ ITÁLIA_ UNESCO
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_rupestre
http://www.brasil.gov.br/sobre/cultura/cultura-brasileira/arte-rupestre
PRÈ HISTORIA NO BRASIL?
AZ
Sempre tentam subestimar esta realidade? Por quê?
Sem nacioalismo, no parque planetário total, internacionalistas, podemos afirmar, ser possivel, que nosso continente já fez parte da Africa; num fantástico deslocamento de placas tectônicas? Coisas de Gil Velho, o mestre da geográfia e da capoeira. Seriamos então um continente só; todo ligado? E que papo é este, dos homens vindos, para cá, em ondas migratórias, como coletores e viajantes ? Mas não poderia ter sido "aos cotrarios"? BESTEIRAS? Sou besta mesmo, mas não engulo etnocentrismo nacionalista europeu superior. Europa - nossa mãe certamente - como a Africa; mas não poderia-mos, agora, ser o papai? Mas porque isso? Elês, os europeus, já nos brindaram com fascismo e o nazismo. ANAUÊ....Coisas dos coisas. Os "comunas' nos legaram o Construtivismo, o Suprematismo, o Cinema de Sergue Eizenstein_http://fr.wikipedia.org/wiki/Sergue%C3%AF_Eisenstein....que praticamente inventou o cinema moderno; sem ele: nada de Hollywood....e o Teatro de Brecht _http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertolt_Brecht....que inventou o teatro moderno; com, ou sem: Palco Italiano.
Infelizmete o nazismo nos legou uma grande cineasta- documetarista, o que não dá para omitir; mas influenciada pelo movimento cultural de Eizenstein: Leni Riefenstahl ....http://pt.wikipedia.org/wiki/Leni_Riefenstahl.
Mas, os facistas, só nos legaram o tal FUTURISMO. Que tenho tanto medo.......AZ RJ BR @ 2013. Ano do Zagalo. VOILÁ. Parreiras: http://pt.wikipedia.org/wiki/Futurismo
Aqui somos o papai, certamente... Só peço ajuda ao Google e ao Facebook, que me protejam, democraticamente, pela divercidade de minhas e de nossas, opiniões; porque sou ingênuo e tenho medo que "os coisas" destruam meu trabalho ? AZ RJ BR 23/2/203.
CAVERNAS NO BRASIL
Parque Nacioal da Serra da Capivara ( Toca do Boqueirão da Pedra Furada )
Parque Nacional Sete Cidades ( Piaui)
Cariris Velhos ( Paraiba )
Lagoa Santa ( Minas Gerais )
Peruaçu ( Minas Gerais)
Romanópolis ( Mato Grosso )
A CAVERNA DOS SOHOS ESUECIDOS_WERNER HERZOG_CINEASTA ALEMÂO
GENIAL ARTISTA VISUAL_ITERNACIONALISTA
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cultura/deslumbrante-caverna-dos-sonhos-esquecidos-werner-herzog-732644.shtml
A propósito: Quem Tá De Palhaçada?
Um novo amigo , que não conheço, postou uma coisa muito legal. Assim, ainda tenho razões para continuar. Mas aquela coisa de "anjinho", que o Mestre Russo pretedeu agregar à minha conduta, não esta com nada. É meu amigo, mas não é detentor de todo saber_ um dos problemas de alguns Mestres de Capoeira; "menos eu- é claro". Al zalu, de Azurara. Olha aí, sou grato ao "camarado", mas até no seu documentário feito pelo ingles Faisca está repleto de minha leitura sobre o capoeira focado. Era aquela coisa arrivista, todos os sites sobre capoeira eram feitos lá fora...depois o cara veio aqui comer na minha mão....Não, então porque o Clovis? Só uma bandeira, ou mancada na pista de rufião?
http://www.vice.com/pt_br/read/quem-aqui-ta-de-palhacada
Quem tem medo da capoeira?
Foi com este título que entrei no mundo passado da capoeiragem. E pude entender melhor as Barricadas da Saúde, no epsódio que entrou para a nossa história como: A Revolta Da Vacina. Escrito pelo pesquisador e itelectual negro Luiz Sergio Dias, este livro narra os revoltosos e seu contexto social no Cais do Porto, aonde se destacavam os verdadeiros valentes da capoeiragem "de antanho". Como o famoso Prata Preta, estivador, valente e exímio capoeirista, que liderou 2000 pessoas contra a Vacina Obrigatória ( e necessária) do DR. Oswaldo Cruz, que imunizava a populaçâo contra a Febre Amarela, transmitidas por mosquitos "filhos das unhas"; matando muita gente....Foram precisos 5 Batalhões do Exérsito para desalojar os revoltosos e prender seu lider. Assim: O Prata Preta foi registrado de forma tosca nos jornais impressos em pedras litohgráficas. Esta lá na Lithografía, numa tosca caricatura, bem mal feita; mas foi a primeira vez, que um capadócio-capoeirista- marginal teve o displante de aparecer documentado publicamete. Um horror....!?
N' GOLO & COBRINHA MANSA
N'Golo, apenas nome africano para a belíssima Zebra...que entre nós, além de azar, significaria uma dança parecida, levemente, com alguns movimentos da capoeragem brasileira. Mas não era nada disso; levando-se em conta o depoimeto do Mestre Cobrinha Mansa. Que viajou para Angola com o intuito de verificar, como, de fato, tudo acontecia. Narração rica em detalhes que tivemos o prazer de ouvir no Terreiro do Mestre Nestor, alí, na nossa Gávea querida.
http://www.vice.com/pt_br/read/quem-aqui-ta-de-palhacada
http://www.abeiramar.tv/capoeira/14/cobra-mansa#content
Na verdade trata-se do ENGOLO: Dança dos Espiritos, aquele que morre no "N'Golo" não tem direito a funeral. No Engolo é tudo nas palmas das mãos. Os Runguis ( Tambor ) são tocados só pelas mulheres. E o TOBA é o dono do mundo ; o mais velho. Como eu o Bom Velhinho, que ajudou o Cobrinha apresetando-o ao "nosso" amigo Leandro Amaral. Engenheiro, que desenvolveu para o Mestre, em sua fazenda, seu tão desejado Projeto de Permacultura. Porque o "Falecido" Leandro, além de ser parecido com o Gil Velho ( também teve 10 filhos ) e nadava de Salvador à Itaparica ( Um verdadeiro heroi na luta socialista pela democracia ), fora outras coisas... Foi ele, por exemplo, quem liderou na Brasília, dos primeiros tempos, o plantio de Jaqueiras, Mangueiras, Abacateiros etc....
http://pt.wikipedia.org/wiki/Permacultura
Mas existe uma outra história iteressante. À do artista visual branco, mas angolano . que registrou as coisas de Agola. Paisages, pessoas, costumes e coisas, das coisas de outrora, retratados pelo falecido e ignorado ( por aqui ) pintor. Tudo isto foi levantado pelo Mestre Cobrinha Mansa. Seu nome artistico: Albano Neves e Souza
http://www.salvadorcorreia.com/nevesesousa/anacoreta.html
http://ferrao.org/2005/04/recordando-albano-neves-e-sousa-3-de-7/
De verdade, ficamos sabendo sobre o CABANGULA também. Cobrinha nos conta, que lá em Angola existe uma bricadeira de tapas na cara, e outos lugares, chamado de CABANGULA. Tapas para desmoralizar o oponente. Me lembrou de nossas brincadeiras, quando crianças, na Quinta da Boa Vista. Que era dar porradas no nariz dos amigos, e que os meninos chamavam, de tirar melécas. As própriamente ditas, ou, um pouco de sangue; e, não podia chorar , nem sair na porrada. Era só uma brincadeira, com muitas gargalhadas."Quem não aguenta mandiga, não carrega Patuá". AZ RJ BR 10/3/203. E, tem mais....
AZ
Presepe, não é Presepada
João do Rio: -
Porque fazem presepes?_Indago.
Uns respondem que por promessa, outros sorriem e não dizem palavra. São os mais numerosos. E a galeria continua a desfilar_presepes que parecem pombais, feitos de arminho e penas de aves; presepes todos de bolas de prata com bonequinhos de biscuit ; presepes armados com folhas de latão, castiçais com velas acesas e fotografias contemporâneas, tendo por lagos pedaços de espelho, e o burro da Virgem Maria com um selim à moderna; presepes em que no meio do capim há casas de dois andares com venezianas e caras de raparigas à janela_uma infinidade inacreditável.
O mais interessante, porém, fui encontrar na praia Formosa, centro de um cordão carnavalesco de negros baianos. Essas criaturas dão-me a honra de sua amizade. O presepe está armado no quarto da sala de visitas. É inaudito, todo verde com lantejoulas de prata.
O céu pintado por um artista expontâneo, tem, entre nuvens o sol com uma cara raspada de americano truster, a lua, maior que o sol, com a imagem da Virgem Mãe. Dois raios de filó prata bambamente pendem do azul sob o estábulo divino, iluminando a giorno. Descendo a montanha, montados em camelos , vêm os três reis magos, vestidos à turca , e o rei mais apressado é Baltasar, o preto. Pelas encostas do monte as majestades lendárias encontram, sem, pasmo, ânimos imperiais quase atuais. Napoleão na trágica atitude de Santa Helena, a defunta imperatriz do Brasil, Bismarck com a sua focinheira de moloso desacorrentado, uma bailarina com a perna no ar, e um boneco de cacete, calças abonbachadase chapéu ao alto...Iluminando a agradável confusão , velas de estearina morrem em castiçais de cobre.
O grupo carnavalesco chama-se Rei de Ouros. Logo , que eu apareço e das janelas escancaradas a tropa me vê, entoa a canção da entrada:
Tu- tu- tu quem bate a porta
Menina vai ver quem é
É o triunfo Rei de Ouros
Com a sua pastora ao pé.
Dentro move-se, numa alegria carnavalesca, o bando de capoeiras perigosos da rua da Conceição, de São Jorge e da Saúde. A sala tem cadeiras em roda, ornamentadas de cetim vermelho, cortinas de rendacom laçarotes estridentes . As matronas espapaçam-se nas cadeiras, suando, e, em movimentos nervosos, agitam-se à sua vista mulatinhas de saiote vermelho , brutamontes de sapatos de entrada baixa e calção de fantasia de velho e de rei dos diabos. Há um cheiro impertinente de suor e éter floral
Uma calamistrança pra seu doutô!_brada o Dudu, um negro, magro, conhecido por inventar nomes engraçados, o Bruant da populaça. E a gente do reisado logo batendo palmas, pandeiros e berimbaus:
Ora venha ver o que temos di lá
Garrafas de vinho, doce de araçá
A manifestação satisfaz. Dudu leva-me quase à força para um lugar de honra e eu vejo uma mulatinha com o cabelo à Cléo de Merode, enfiada numa confusa roupagem rubra.
-Quem é aquela?
-É Etelvina. Tá sevindo de porta-bandeira....
Não era preciso explicação. O pessoal, quebrando todo em saracoteios exóticos, cantava com as veias do pescoço saltadas:
Porta bandeira deu siná
Deu siná no Humaitá
Porta -bandeira deu siná,
Deu siná, tulou, tulou!
Aproveito a consideração do Dudu para compreender o presepe:
diz nosso João; e, eu, aproveito para mostrar aos arrivistas da linguagem, para apresentar o Naturalismo Jornalìstico, do mesmo João do Rio, e, sua CAPOEIRA, apresentada em A Alma Encantadora Do Rio no início do Século XX; já postada no meu trabalho pela Internet e apagada por um perfeito ladrão de almas encantadas....Domingo,10/ 3, Bota- Campeão , 2013....AZ RJ BR
Aqui vários papos furados descem , como nas enchentes da Rocinha, lixo e agua suja, por tantos desencontros explicativos sobre capoeira. Por exemplo, não tem esta do Mestre Bimba ter introduzido o berimbáu na capoeira bahiana; ele pode, no máximo, ter reintrodizido o berimbáu. João do Rio, jornalista profissional, focado, observador dos costumes, com "grandes textos literários ", entrou para a galeria dos nossos maiores escritores com seus registros diários no jornalismo. E, lá esta, no início do século XX, todas estas referências, que edito como divulgação do seu livro de crônicas: A Alma Encantadora das Ruas_Editora Companhia das Letras. Carioca, dandi, mulato homosexual, e uns dos primeiros moradores de Ipanema, transformou sua vida em algo sagrado para quem ama nossa cidade e sua história real. Que desmetifica, até, aquele papo, de que, com a prisão dos principais lideres das Maltas de Capoeira, a capoeira havia morrido. Não morreu e o Luiz Sergio Dias , em Quem Tem Medo da Capoeira demonstra esta transformação, do coletivo das Maltas, para o individualismo dos Bambas, figuras sinistras que foram os mentores dos malandros cariocas . Que criaram o samba e as Escolas de Samba , e o Mestre Salas...navalhistas, para defender a Bandeira e a Própria Porta Bandeira, dos outros malandrinhos... de sempre. Aqueles que entram no meu trabalho e tentam remove-lo...para si, e para manter o "papo furado"... em dia.Querem saber se sou Angoleiro e Mestre Capoeira. Não sei, só sei que Mestre Bom Velhinho fazia parte de meu apelido dado pelo saldoso amigo, Mestre Muca, que me ensinou muitas coisa, principalmente a respeitar os capoeiristas, e com quem aprendi a gostar de um jogo bonito, ou divertido, na verdadeira vadiação da capoeiragem; só tento seguir este s ensinamentos; mas tem outros, os do Mestre Gil Velho...acham que ele não é bom capoeira, então porque não dizem isto na cara dele. S
e é que tenham esta coragem...seus "babas ovos". Esplicadinho? AZ RJ BR 11/3/2013
Prossegue_ O DANDI JOÂO:
Aproveito a consideração do DUDU para compreender o presepe:
- Por que diabo põem vocês o retrato da Imperatrix alí?
- Imperatriz era a mãe dos brasileiros e está no céu.
- Mas Napoleão, homem, Napoleão?
- Então, gente, ele não era o rei do mundo? Tudo está alí para honrar o menino Deus.
- A bailarina também?
- A bailarina é enfeite.
Os do reisado cantam agora uma certa marcha que faz cócegas. Os versinhos são errados, mais intimos e, sibilizados por aquela gente ingenuamente feroz, dão impressões de carícias:
Sussu sossega
Vai dormir teu sono
Está com medo diga,
Quer dinheiro, tome!
Que tem Sussu com a Epifania? Nada. Essas canções, porém, são toda a psicologia de um povo, e cada uma delas bastaria para lhe contar o servilismo, a carícia temerosa, o instinto da fatalidade que o amolece, e, a despreocupada ironia do malandro nacional.
- Mas por que_ continuo eu curioso_ poẽm vocês juntos do rei Baltazar aquele boneco de cacete?
_Aquele é o rei da capoeiragem. Está perto do Rei Baltazar porque deve estar. Rei preto também viu a estrela. Deus não esqueceu a gente . Ora não sei se V.S. conhece que Baltazar é pai da raça preta. Os negros da Angola quando vieram para a Bahia trouxeram uma dança chamada CUNGU ( o grifo é meu AZ ), em que se ensinava a brigar. Cungu com o tempo virou mandinga e São Bento.
- Mas que tem tudo isso?...
- Isso , gente, são nomes antigos da capoeiragem . Jogar capoeira é o mesmo que jogar mandinga.
Rei da capoeiragem tem seu lugar junto a Baltazar. Capoeiragem tem sua religião.
Abri os olhos pasmado. O negro riu.
- V. S. não conece a arte? Hoje está por baixo . Valente de verdade só há mesmo uns dez: João da Sé, Tito da Praia, Chico Bolivar, Marinho da Silva, Manuel Piquira, Ludgero da Praia, Manuel Tolo, Moisés, Mariano da Piedade, Cãndido Bahianinho, outros...Esses "cabras" sabiam jogar mandingacomo homens...
- Então os capoeiras estão nos presepes para acabar conm as presepadas....
-Sim senhor. Capoeiragem é uma arte , cada movimento tem seu nome. é mesmo como sorte de jogo. Eu agacho, prendo V.S. pelas pernas e vir V.S. virou balão e eu entrei debaixo. Se eu cair virei boi. Se eu lançar uma tesoura eu sou um porco, porque tesoura não se usa mais, Mas posso arrastar-lhe uma tarrafa mestra.
-Tarrafa?
É uma rasteira com força. Ou esperar o degas de galbo, assim duro com os braços para o ar e se for rapaz da luta, passar-lhe o tronco na queda , ou, se for arara, arrumar-lhe mesmo o baú, pontapé na pança. Ah! V.S. não imagina que porção de nomes tem o jogo. Só rasteira , quando é deitada, chama-se banda, quando com força tarrafa, quando no ar para bater na cara do cabra meia-lua....
Mas é um jogo bonito!_fiz para contenta-lo
-Vai até o auô, salto mortal, que se inventou na Bahia.
Para aquela lição tão intempestiva, já se havia formado um grupo de temperamento bélico. Um rapazola falou.
-E a encruzilhada?
- É verdade, não disseste nada da encruzilhada?
E a discução cresceu. Parecia que iam brigar.....
Fora a chuva cresceu. Um relógio pôs-se a bater pregiuiçosamentemeia noite, As mulatinhas cantavam tristes:
Meu rei de Ouros quem te matou? -
Foi um pobre caçadô
Mas Dudu saltou para o meio da sala . Houve um choque de palmas.e diante do quarto , onde se confundia o mundo em adoração a Deus, o negro cantou , acompanhado pelo coro:
"Já deu meia- noite
O sol está pendente
Um quilo de carne
Para tanta gente!
Agora tem o seguinte, voces, que são meus amigos, podem imaginar quantas coisas interessantes, iluminando nossos "papos furados ", estão aí, bem na nossa frente, querendo ser lidas e abrir nossas mentes... Só vou pedir à todos, que puderem, para copiarem nos seus computadores todo este meu novo esforço de contempla-los com estas postagens....que já foram cinicamente retiradas por algum facistóide oportunista, que imagina poder, ainda, nos superar como seres coletivos e organizados em torno de informações preciosas, como as do João do Rio ( ED. Companhia de Bolso ), que me deu muito trabalho de divulgar. Todos juntos...AXÉ. E, lá, mais adiante; mesmo porque não adianta barreirar. Fora com os papos furados. E, "viva nóis"....AZ RJ BR 11/3/2013
Sono Calmo
Fala João: OS DELEGADOS DE POLÍCIA SÃO de vez em quando uns homens amáveis. Esses cavalheiros chegam mesmo , ao cabo de certo tempo, a conhecer um pouco da sus profissão e um pouco do trágico horror que a miséria tece na sombra da noite por essa misteriosa cidade. Um delegado, outro dia, conversando dos aspectos sórdidos do Rio, teve a amabilidade de dizer:
- Quer vir comigo visitar esses circulos infernais?
Não sei se o delegado quis dar-me apenas a nota mundana de visitar a miséria, ou se realmente, como Virgílio, o seu desejo era guiar-me através de uns tantos circulos de pavor, que fosse outros tantos ensinamentos. Lembrei-me de Oscar Wilde também visitara as hospedarias de má fama e que Jean Lorrain se fazia passar aos olhos dos ingênuos como tendo acompanhado os grão -duques russos nas peregrinações perigosas que Goron guiava.
Era tudo quanto há de mais literário e de mais batido. Nas peças francesas há dez anos já apadece o jornalista que conduz a gente chique aos lugares macabros; em Paris os repórteres do Journal andam acompanhados de um apache autêntico. Eu repetiria apenas um gesto que era quase uma lei. Aceitei..............Volto AZ RJ BR 2013
Os mesmos pivettes de outrora; o sistema capitalista tem isso de bom; conserva intacto tudo que não presta; cruelmente
Á hora da noite quando cheguei à delegacia , a autoridade ordenara uma caça aos "pivettes", pobres garotos sem teto, e preparava-se para a escurção com dois amigos, um bacharel e um adido de legação, tagarela e ingênuo.
O bacharel estava comovido. O adido assegurava que miséria só na Europa_porque a miséria é proporcional à civilização. Ambos de casaca davam ao reles interior do posto um aspecto estranho. O delegado sorria, preparando com interesse de um "maître-d'hotel" o cardápio das nossas sensações. Afinal ergueu a bengala.
- Em marcha!
Descemos todos, acompanhados de um cabo de policia e de dois agentes secretos_ um dos quais Zanaga, com o rosto grosso de calabrês. É perigoso entrar sozinho nos covis horrendos , nos trágicos asilos da miséria. Íamos caminhando pela Rua da Misericórdia, hesitantes ainda diante das lanternas com vidros vermelhos. Às esquinas, grupos de vagabundos e desordeiros desapareciam ao nosso apontar e, afundando o olhar pelos becos estreitos em que a rua parece vazar a sua imundice, por aquela rede de becos , víamos outras lanternas em forma de foice, alumiando portas equívocas. Havia casas de um pavimento só, de dois, de três; negras, fechadas, hermeticamente fechadas, pegadas uma à outra, fronteiras, confundindo a luz das lanternas e a sombra dos balcões. Os ossos passos ressoavam um desencontro os lajedos quebrados. A rua, mal iluminada, tinha candeeiros quebrados, sem capa "auer" , de modo que a brancura de uns focos envermelhecia mais a chama pisca dos outros. Os prédios antigos pareciam mais a chama pisca dos outros. Os Prédios antigos pareciam ampararem-se mutualmente, com as fachadas esborcinadas, arrebentadas algumas. De repente uma porta abria , tragando , num som cavo, algum retardatário.
Trechos inteiros da calçada, imersos a escuridão, encobriam cafajestes de bombacha branca, gingado , e constantemente o monótono apito do guarda noturno trilava, corria como um arrepio na artéria do susto, para logo outro responder mais longe e mais longe outro ecoar o seu áspero trilo. No alto , o céu era misericordiosamente estrelado e uma doce tranquilidade parecia escorrer do infinito
- Há muitos desses covis espalhados pela cidade? - indagou o advogado , abotoando o "mac-farlane" ( capote com pelerine sem manga).
-Em todas as zonas, meu caro.
- Em cinco noites , visitando-os depressa, informou o agente , V.S. não dá cabo d'eles . É por aqui, pela Gamboa , nas ruas centrais , nos bairros pobres. Só na Cidade Nova, que quantidade! Isso não contando com as casas particulares, em que moram vinte e mais pessoas, e não querendo falar das hospedarias só de gatunos, os "zungas"
- Zungas?_ fez o adido de delegação, curioso.
Adiante: comprem o livro; no Cebo.............................................
- É o proprietário? Indagou o delegado.
- Saiba V.S. que não. Sou encarregado
- Muita gente?
- Não há mais lugares.
- Deixe ver o livro.
O livro é uma formalidade cômica. A autoridade virou-lhe as páginas, rápido, enquanto os secretas descasavam as bengalas. O mau cheiro era intenso.
_Mostre-nos isso!_ fez a autoridade, minutos depois.
_Não há acusação contra a casa , há, sr. doutor?
_Não sei ande.
O ecarregado , trêmulo, seguiu à frente , erguendo o castiçal. Abriu uma porta de ferro, fechou-a de novo, após a nossa passagem, e começamos a ver ao rés- do- chão, salas com camas enfileiradas como nos quartéis, tarimbas com lençois encardidos, em que dormiam de beiço aberto, babando, marinheiros, soldados, trabalhadores de face barbuda. Uns cobriam-se até o pescoço. Outros espapavam-se completamente nus.
A mando da autoridade superior, os agentes chegavam a vela bem perto das caras, passavam a luz por baixo das camas, sacudiam os homens do pesado dormir. Não havia surpresa. Os pobres entes acordavam e respondiam, quase a roncar outra vez, a razão porque estavam alí, O BACHAREL ESTAVA VARADO , O ADIDO TINHA UM AR DESPRENDIDO NÃO TIVESSE ELE VISITADO A MISÉRIA DE LONDRES E PRINCIPALMENTE A DE PARIS! O delegado, entretanto, gozava aquele espetáculo___.Como nós, hoje em dia , ficamos presos ao horror visto pela Televisão... AZ___2013
_ Subamos!_ murmurou
Trepamos todos por uma escada ingreme ___Uma belíssima Instalação Cotemporânea____O mau cheiro aumentava. Parecia que o ar rareava, e, parando um instante, ouvimos a respiração de todo mau naquele mundo como o afastado resfolegar de uma grande máquina. Era a seção dos quartos reservados e a sala das esteiras. Os quartos estreitos , asfixiantes, com camas largas antigas e lençóis por onde corriam percevejos. A respiração tornava-se difícil.
Quando as camas rangiam muito custavam a abrir, o agete mais forte empurrava a porta, e, a luz da vela, encotravamos quatro e cinco criaturas , emborcadas, suando , de língua de fora; homes furiososos, cobrindo com o lençol a nudez, mulheres tapando o rosto, marinheiros "que perdiam o bote", um mudo vário e sombrio, gargolejando desculpas, com a garganta seca. Alguns desses quartos, as dormidas de luxo, tinham entradas pela sala das esteiras, em que se dorme por oitenta réis, e essas quatro paredes impressioavam como um pesadelo.
Completamente nua, a sala podia conter trinta pessoas, à votade, e tinha pelo menos oitenta nas velhas esteiras atiradas ao soalho
Os fregueses dormiam todos _uns de barriga para o ar, outros de costas, com os lábios no chão negro, outros de lado, como arcos de pipa.
Tudo isto foi escrito de forma naturalistica e jornalística por um Dandi sofisticado, João do Rio; reunidos como Crônicas , no seu livro: A Alma Encantadora das Ruas.
Grande parte desses pobres entes fora atirada alí, no esconderijo daquele covil, pela falta de fortuna. Para se livrar da polícia, dormiam sem ar, sufocados, na mais repugnante promiscuidade. E eu_ prossegue nosso Dandi_, o adido, o bacharel, o delegado amável estávamosa gozar dessa gente o doloroso espetáculo!
_Não se emocione_ disse o delegado. Há por aqui gatunos, assassinos, e coisas ainda mais nojetas
Desci. Doíam-me as têmporas. Eram impossível o cheiro de todo aquele etulho humano. O adido precipitou-se também e os outros o seguiram. Embaixo , a vistoria aos fregueses não dera resultado. O encarregado ainda gritava e o cabo estava nervoso, já tendo dado alguns murros. O Dr. delegado teve uma última idéia_ a visão de uma cena mais cruel.
Vamos ver os fundos! Foi então ue vimos o sofrer iconsciente e o último grau da miséria. O hospedeiro torpe dizia que por alí dormiam alguns de favor, mas pelo corredor estreito , em derredor da setina, o trecho do quintal, cheio de trapos e de lama, as lajes, os mendigos, faces escaveiradas e sujas, acordavam num clamor erguendo as mãos para o ar. E de tal forma a treva se ligava a esses espectros da vida que o quadro parecia formar um todo homogêueo e irreal.
Tudo grátis aos desgraçadinhos_ sibilava o homem musculoso. Curvei-me, perto da latrina. Era uma velha embiocada num capuz preto.
_ Quanto pagou minha velha ?
_O que tinha, filho, o que tinha, dois tostões....
_Dei lhe qualquer coisa, e mais intima, esticando o pescoço, indagou, trêmula:
_Por que será tudo isso? Vão nos levar presas?
_ Mas já o delegado saira com seua convidados .À porta o encarregado esperava. Saí. A escuridão afogava os prédios, ecapuchava os combustores, alongava a rua.Não se sabia onde acabara o pesadelo, onde começava a realidade
_ Basta_ dizia o adido_, basta. Já tenho uma dose suficiente.
_Também é tudo a mesma coisa. É ver uma, é ver todas.
_E quem diria?_ Concluiu o bacharel até então mudo.
Neste momento ouviu-se o grito de pega! Um garoto corria. O cabo precipitou-se....
Agora perguntamos : isto é Goya, Barrio, ou, um velho papo meu, sempre repetido, por que quando jovem lí este livro da biblliotéca de meu pai. Ou foram, apenas, os efeitos do Marques de Sade escrevendo contra o Absolutismo, com sua própria merda sobre papel higiênico; auxiliado, invisivelmente, por sua enfermeira, conivente com o artista e sua editora.....Muita dor, dolorida , por dentro e por fora também me acompanhando até agora... depois, não sei. AZ RJ BR 19/3/2013
VINCENT VAN GOGH
Conversando com a Evany Fanzeres sobre a dificuldade de inserção no mercado, para alguns artistas, e nossa possibilidade coletiva de união, em torno de ummercado "próprio". Ela considerou de boa prática as idéias de seu avô Levino Fanzeres, e, sua Colméia de Arte, que acabou esquecida; o último Diretor da Colméia era o meu colega de Belas Artes, Eloisio Noronha, que dava aulas gratuitas de pintura na Quinta da Boa Vista...faz muito tempo.Um grande amigo. Mais tem mais
http://pt.wikipedia.org/wiki/Levino_F%C3%A2nzeres
Como estou relendo vários livros, para espantar a solidão, sintonizei o pensamento de Van Gogh em: Cartas a Théo, em que ele argumenta a necessidade de unir os artista no cotidiano. Para suportar as despesas do dia-dia como também em uma Assossiação de Artistas, mantida e dirigida por eles mesmos com intuito de ajudar os mais necessitados e vender esta produção alí ordenada em amostragem permanente; com intuito de alcançar um maior contacto entre artistas e o público; possíveis compradores. Van Gogh conseguiu se juntar a Gauguin, também dependente de Théo, irmão VG e empregado no mercado de arte, na França. Mas tudo saiu errado, porque VG tem um surto há muito anunciado por sua miséravel vida de solidão e penúria, que acaba levando-o a cortar a própria orelha; entregando-a, embrulhada, à uma desconhecida. Doi muito. Coisas do coisa. E tem mais...AZ RJ BR 23/3/2013
VG
Vincent permanecerá por dois anos em Paris, de março de 1886 a fevereiro de 1888. Naturalmente , a preciosa correspondência se interrompe. Para recomeçar após a separação dos dois irmãos.
"É no Midi, declara um dia a Emile Bernard (1868-1941 ), parisiense , pintor impressionista amigo que fez a aproximação de Vincent com Gauguin e Lautrec ( que o retrataria num almoço em Montmartre) " que é preciso instalar o ateliê do futuro". No dia seguinte ele parte para Arles
No próprio dia da chegada _provavelmente em 20 de fevereiro_ ele escreve a Théo. A partir de então as cartas recomeçam, e seguem-se quase que diariamente. Nestas cartas, escritas em frances _ Vincent considera-se já há muitos meses um frances_ ele diz tudo. Como nas cartas anteriores, escritas em holandês, seu texto continua duro, ruim. Este grande pintor jamais teve o dom da palavra. Em seu estilo entrecortado e reticente, ele fala de suas idas e vindas, de seu método de trabalho, das caracteristicas da região, do grande sol, dos hábitos das pessoas, de suas leituras, de sua casa, e finalmente de seu sonho de fundar com os amigos um ateliê comum, Nelas também seguimos o despertar de uma crescente exaltação, sob um sol ardente. Ele desenha e pinta sem parar e tarde da noite , escreve. Nos poucos meses que se seguem _ de março a dezembro de 1888_ constroi uma obra artistica prodigiosa, e um verdadeiro testamento literário : pois , mesmo sem escrever bem, Van Gogh impregna suas cartas de tamanho vigor e energia que elas terminam por tornar-se um documento tão admirável quanto os diários de Kafka ou Dostoievski.
Mas "Cartas" nos contam também de suas múltiplas alegrias. Alegria das cores, da luz; alegria por finalmente instalar uma casa , a "casa dos amigos", iluminasa por uma decoração em que o dominante é a cor sa pura afeição , o amarelo triunfal, alegria se chegar o primeiro dos amigos , Gauguin. Apenas uma destas cartas talvez deixe entrever a iminente catástrofe. A seguir a correspondência cessa bruscamente_ paea só iniciar dias meis tarde. É que, neste intervalo, estourou o drama. Vincent lançou seu copo à cara de Gauguin. À noite ele decepa um pedaço se aua orelha e leva-a, bem embalada, para outro vertice deste amargo triangulo amoroso: uma prostituta do bordel que ele drequentava.Vincent está louco.
Conduzem-no ao hospital. E lá, entre duas crises , este homem surpreendente reencontra seu gênio e pinta..
Proximo capitulo: Freud. Aguardem AZ RJ BR 29/3/2013
"Uma outra tela representa um sol, nascendo sobre um campo de trigo novo; linhas fugidias, sulcos subindo ao alto da tela, contra uma muralha e uma fileira de colinas lilás. O campo é violeta e amarelo -esverdeado. O sol braco é cercado por uma grande auréola amarela. isto tudo eu tentei, por contraste com a outra tela, exprimir a calma, uma grande paz...."
Em janeiro de 890, no Mercure de France, um crítico, Albert Aurier, assinala sua pitura : é a primeira vez que a notam. Vincent se regozija. No mês seguinte, Théo lhe escreve dizendo ter vendido seu quadro O Vinhedo Vermelho. Primeiro, e único, quadro vendido ates de sua morte..
Em Paris, ele fica feliz em reecontrar Théo , sua mulher e sua filinha, pois Théo se casara um ano ates. Revê seus quadros ( que estão em toda parte, até debaixo dos móveis ); sente prazer em apertar a mão dos amigos que vêm visita-lo. Está apenas de passagem. o dia dia 2 de maiojá está istalado em Auvers como pensionista do Café Ravoux, na praça da Prefeitura.
Novamente tudo pode ser encontrado as Cartas que se seguem: seu trabalho, seus passeios pelo mcampo, sua crescente afeição pelo doutor Gachet ( várias vezes retratado por Vincent ), seu humor inconstante , sua melancolia....Em 27 de julho, tomado pela angustia da crise que ele sente aproximar-se, dispara uma bala o coração. Estava os trigais , atirado os corvos, uando decide dar fim a própria vida. Mas o tiro se desvia; a bala se baloja a virilha. Ele encotra forças para voltar para a casa e não avisa a ninguém. Não o vendo descer para o almoço, o pessoal da pensão onde estava hospedado sob a vista do doutor Gachet vai procura-lo em seu quarto. Ele está prostado , sangrando. O dr. Gachet chega imediatamete e constata que é impossivel tirsar a bala.Vincent se recusa a dar o endereço de Théo, ue somete é avisado no dia seguinte. Imediatamente Théo vai para Auvers-sur-Oise e encontra o irmão fumando cachimbo aparentemente tranquilo.Théo ão se coforma com a possibilidade da morte do irmão , já muito fraco. Mas ão há mais o ue fazer . Vincent está determiado a morrer. Conversa o dia inteiro em holandês com Théo, que à noite deita-se ao lado dele.A uma e meia da manhã Vincent murmura: "quero ir embora", e morre.
Uma carta , que é só dúvidas e desespero , é encotrada com ele. A última carta a Théo , ue só chegou às suas mãos depois da morte de Vicet.
Théo não pode suportar a dor . Atingido por uma paralisia, transportado para a Holanda sob os cuidados de sua mulher , ele morreria algus meses mais tarde, em jaeiro de 1891..
Os irmãos cuja a amizade tornou-se legendária repousam lado a lado em Auvers-sur-Oise.
Quase 100 anos depois de sua morte, em 1990, ironicamente Vincent Van Gogh foi protagonista do maior negócio jamais realizado no mercado internacional de arte. Um dos "retratos do Dr. Gachet" foi vendido pela Christie's ( uma das mais poderosas casas de leilões do mundo) por 82,5 milhões de dólares para o empresário japonês Ryoei Saito. O empresário foi preso em 1996. O quadro desapareceu. Diz a lenda ( ou realidade) ue a ointura foi cremada junto com seu proprietário...
Nossa intenção somente é o de fazer um bom trabalho juto à ITERNET , de divulgação de livros ,áudio visuais, persoagens interessantes ( anônimos ou famosos ), e reforçar nossa veiculação com o desenho CIBERNÈTICA de 1967, exposto no Salão de Arte Moderna de1967, quando negamos a integridade ética daquela prática oficial, bem como o falso moralismo em torno das discussões sobre premiações ( 2 anos de estudos na Europa ) bancadas pelo SALÂO OFICIAL; em tempos de ditadura e censura política. Muita gente se fez trilhando por aquela porta, invisível, que dividia a união dos artistas. Nada Mais. Também não desejamos comparar nossa realidade pessoal com a do Van Gogh.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anton_Rudolf_Mauve
http://www.webtelas.xpg.com.br/van_gogh.htm
"Mauve me quer mal por eu te dito que " eu sou um artista", e eu não me retrato, pois vai de sique esta frase subentende o significado de "sempre procurar sem jamais encontrar a perfeição". É exatamente o contrário de "eu já encontrei".
Esta frase significa , pelo quanto eu saiba, "eu procuro, eu percigo, eu o faço com toda dedicação"
No entanto, Théo , eu tenho ouvidos para escutar; quando me dizem:"Voce tem um mal caráter", que devo fazer? Eu dei meia volta e parti só, mas com muita tristeza no coração por Mauve ter ousado me dizer isto.Eu não pedirei explicações, e também não pedirei desculpas. E contudo - e contudo - e contudo!
Eu gostaria que Mauve se arrependesse.
Suspeitam algp de mim- está no ar-, existe algo por trás de mim. Vincent esconde algo que não pode vir à luz"
VG MER%CADO
Sem dúvida existem aquarelas cujos contornos são expressos muito energicamente , como por exemplo as de Regamey, as de Pinwel, Walker e Herkomer, nas quais às vezes penso ( ou nas do belga Meunier ), mas mesmo que eu buscasse isso, Tersteeg ainda assim nãp se daria por satisdeito. Sempre diz não é vendável, e em primeiríssimo lugar é preciso ser vendável.
Regamey: http://translate.google.com/translate?hl=pt-PT&sl=fr&u=http://fr.wikipedia.org/wiki/F%25C3%25A9lix_R%25C3%25A9gamey&prev=/search%3Fq%3Dregamey%26hl%3Dpt-PT%26biw%3D884%26bih%3D485&sa=X&ei=d3dXUc9yzO_RAfXHgaAJ&sqi=2&ved=0CE0Q7gEwAw
PINWEL: http://translate.google.com/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/George_John_Pinwell&prev=/search%3Fq%3Dpinwel%26hl%3Dpt-PT%26biw%3D884%26bih%3D485&sa=X&ei=jXlXUemrJ8S30QG_yoHACg&ved=0CGQQ7gEwBw
WALKER: (?)
HERKOMER: https://www.google.com/search?q=herkomer&hl=pt-PT&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=QnxXUY3IOeeM0QG73oDoAQ&sqi=2&ved=0CDkQsAQ&biw=884&bih=485
MEUNIER: http://translate.google.com/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Constantin_Meunier&prev=/search%3Fq%3Dmeunier%26hl%3Dpt-PT%26biw%3D884%26bih%3D485&sa=X&ei=tX1XUbupOIfY0QH274GQBw&sqi=2&ved=0CEQQ7gEwAw
TERSTEEG: http://translate.google.com/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=http://www.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp%3Fpage%3D7822%26lang%3Den&prev=/search%3Fq%3DTersteeg%26hl%3Dpt-PT%26biw%3D884%26bih%3D485&sa=X&ei=0oFXUZ-TK6PA0QGQgIHwCA&sqi=2&ved=0CDsQ7gEwAQ
"Aquele que vive sinceramente e encontra aflições verdadeiras e desilusões , e que jamais se deixa abater por elas , vale nais que os que sempre vão de vento em popa, e que conheceriam uma prosperidade apenas relativa. Pois , em quem constatamos da maneira mais visivel um valor superior, senão naqueles a quem se aplicam as palavras : "Lavradores , vossa vida é triste, lavradores, vós sofreis na vida, lavradores, vós sois bem-aventurados", senão naqueles que carregam os estigmas de " toda uma vida de luta e de trabalho suporta sem jamais se curvar "? É bom se esforçar em assemelhar-se a eles. " VAN GOGH
"Gostaria , por várias razões, de instalar uma pousada que, em caso de esgotamento , poderia servir para trazer ao ar livre os pobres burros de carga de Paris, que são voces mesmos e muitos de nossos amigos , os impressionistas pobres."
"Recebi aqui uma carta de Gauguin, que diz ter estado doente e de cama durante quinze dias. Que está a seco, pois tinha dividas permanentes a pagar.Que deseja saber se voce vendeu alguma coisa dele, mas que não quer lhe escrever com medo de incomodar. Que está precisando tanto ganhar dinheiro, que estaria resolvido a baixar ainda mais os preços de seus quadros..."
"Para a Exposição dos Independentes, faça como lhe parecer melhor. Que voce diria de expor as duas grandes paisagens da colina de Montmartre? Para mim dá mais ou menos na mesma,antes, estou contando um pouco com o trabalho deste ano."
"O pobre Gauguin não tem sorte , receio muito que em seu caso a convalescença seja ainda mais longa que a quinzena que ele teve que passar na cama..
Mau Deus, quando será que veremos uma geração de artistas que tenham corpos saldáveis ? Há momentos em que fico realmenrte furioso comigo mesmo, pois não adianta nada ser mais ou menos doente que os outros , o ideal seria ter um temperamento suficiente forte_ "para ser artista precisamos ter culhão, dando ou não, como certo, o tal sucesso...AZ" _ para viver oitente anos, e isto com um sangue que fosse realmente um bom sangue."
"Embora este homem tenha dinheiro, embora ale quisesse muito o meu quadro, eu me senti dominado por tal entusiasmo, ao ver que o que devia ser, que meu quadro, sem tirar nem pôr, com a doce e melancólica paz resultante da combinação das cores, criava uma atsmofera, que não pude me decidir a vende-lo.
Mas como ele tinha ficado impressionado, eu o dei e ele aceitou simplesmente, como eu queria, sem muitas palavras, dizendo-me apenas que " esse troço é disbolicamente bom."
"Em todo caso, o ateliê esta muito na vista para que eu possa acreditar que ele possa tentar alguma mulher, e uma crise de saias dificilmente conduziria a um concubinato. Aliás os costumes são , parece-me, menos inumanos e anti-naturais que em Paris. Mas, com meu temperamento ,farrear e trabalhar não são nem mais nem um pouco compatíveis e, dadas as circunstâncias, será preciso contentar-me em fazer quadros. O que não é propriamente a felicidade, e nem a verdadeira vida , mas o que é que voce quer? "
" Meu pobre amigo , nossa neurose, etc....vem também de nosso modo de vida um pouco artistico demais, mas também de uma herança fatal, pois na civilização, de geração em geração, a gente vai se debilitando .Se queremos encarar o verdadeiro estado de nosso temperamento, é preciso classificar-nos entre aqueles que sofrem uma neurose que já vem de longe."
" Não sei quem chamou este estado de: estar atingido pela morte e pela Imortalidade. A carga que arrastamos deve ser útil a pessoas que não conhecemos. E aí está,se acreditamos numa arte nova, nos adtistas do futuro, nosso pressentimento não está errado. Quando o bom pai Corot dizia, alguns dias antes de sua morte: 'Esta noite eu vi em sonhos paisagens com céus todos cor-de-rosa" , e amarelos e verdes alén do mais, na paisagem impressionista? Apenas para dizer que há coisas do futuro que pressentimos que realmente acontecem.
E nós que , pelo quanto sou levado a crer , não estamosde modo algum perto de morrer, sentimos contudo que a coisa é naior que nós, e mais longa que nossa vida.
Não nos sentimos à morte, mas sentimos a realidade de sermos muita pouca coisa , e que, para sermos um elo na corrente dos artistas, pagamos um alto preço em saúde, em juventude, em liberdade, as quais não desfrutamos nem um pouco, não mais que um burro de carga que puxa uma carroça cheia de gente que, essa sim, desfrutará da primavera."
"Estudei um pouco certas obras de Hugo neste último inverno. O Último Dia De Um Condenado é um belíssimo livro sobre Shakespeare. Comecei o estudo deste escritor já há muito tempo, é um tão belo quanto Rembrandt_ Shakespeare está para Charles Dickens ou para V. Hugo, como Ruysdael está para Daubigny e Rembandt para Millet. O que você diz em sua carta sobre Barbizon é verdade e eu não lhe direi algumas coisas que lhe demonstrarão que está é também minha maneira de ver. Eu não vi Barbizon, mas apesar de não ter visto , no último inverno ví Courrières. Tinha empreendido uma viagem a pé principalmente no Pas-de-Calais, não no Mancha, mas no departamento ou província.
"Mas ai está, vivemos nums época em que o que fasemos não tem valor; não somente não vendemos , mas como voce pode ver com Gauguin, se quisermos fazer empréstimos pelos quadros produzidos, nada conseguiremos, por mais insiguinificante que seja a quantia e por mais importantes que sejam os trabalhos. E assim que somos absndonados a nossa própria sorte. E receio que, em toda nossa vida , isso não mudará nem um pouco. Oxalá consigamos preparar ema vida melhor aos pintores que nos seguiraão, já seria alguma coisa".
"Quando se é um pintor, passa-se por louco , ou por milionário: uma xicará se leite custa-lhe um franco, um pão com manteiga , dois, e os quadros não se vendem. Eis por que que nos associemos como faziam os antigos monges , os frades da vida comum de nossas charmecas holandesas. Já percebo que Gauguin espera o sucesso , ele não poderia privar-se de Paris, nãp prevê o quão infinita é a penúria. Voce pode perceber, nestas circunstâncias, o que me é indiferente ficar aqui ou ir-me embora. é preciso deixa-lo lutar sua batalha, aliás, ele a vencerá."
"O que toca o coração na obra de Zola é esta figura de Bongrand-Jundt.
É tão verdadeiro o que ele diz: "Acreditam, infelizes, que quando o artista conquistou seu talento e sua reputação, passa a estar ao abrigo? Pelo contrário, a partir de então fica-lhe proibido produzir algo que não seja totalmente bom. Sua própria reputação o obriga a cuidar tanto mais de seu trabalho quanto as chances de venda se refazem. Ao menor sinal de fraqueza toda a malta invejosa lhe cai em cima e destroi exatamente esta reputação e essa fé, que um público inconstante e traiçoeiro momentaneamente teve nele."
"Ficar despreocupado, esperar que um dia ou outro nos livremos da miséria, pura ilusão! Eu me daria por feliz em trabalhar por uma pensão não mais que suficiente, e por minha tranquilidade em meu ateliê toda minha vida"
"Devo dizer-lhe agora que estes dias estão sendo materialmente muito difícies.
A vida aqui é muito cara, independente do que eu faça, mais ou menos como em Paris, onde gastando-se cinco ou seis francos por dia não se tem muita coisa..
Tenho modelos, consequentemente, sofro bastante.
Pouco importa , continuo assim mesmo.
Também posso lhe garantir que se poe acaso voce me enviasse um pouco mais de dinheiro, isto faris bem para os quadros, mas não para mim."
Todas estas argumentações levaram o artista VG a imaginar uma solução coletiva, através de uma Associação Independente. Continuamos...AZ RJ BR 24/3/2013.
"Além do mais , a pintura deveria ser feita às expensas da sociedade, e não de artistas sobrecarregados.
Mas aí está, não podemos falar nada, pois ninguém nos obriga a trabalhar, a indiferença pela pintura sendo fatalmente bastante generalizada, quase eternamente
Felizmente meu estômago se restabeleceu a tal ponto, que eu vivi três semanas deste mês à base de biscoitos de marinheiro, leite e alguns ovos."
"Não sei quem foi que chamou este estado: de estar atingido pela morte e pela imortalidade. A carga que arrastamos deve ser útil a pessoas que não conhecemos. E aí está, se acreditamos numa arte nova, nos artistas do futuro, nosso pressentimento não ertá errado. Quando o bom pai Corot dizia, algum dias anter de sua morte: "Esta noite eu vi em sonhos paisagens com céus cor-de-rosa, e amarelos e verdes além do mais, na paisagem impressionista? Apenas para dizer há coisas no futuro que pressentimos que realmente acontecem..
E nós que, pelo quanto sou levado a crer, não estamos de modo algum perto de morrer, sentimos contudo que a coisa é maior que nós, e mais longa que nossa vida. Não nos sentimos à morte, mas sentimos a realidade de sermos muito pouca coisa, e que, para sermos um elo na corrente dos artistas, pagamos um alto preço em saúde, em juventude, em liberdade, as quais não desfrutamos nem um pouco, não mais que um burro de carga que puxa uma carroça cheia de gente que, essa sim, desfrutará da primavera."
"Talvez fosse mais facil convencer alguns marchands e appreciadores a comprar os quadros impressionistas que covencer os artistas a repertir igualmente o valor dos quadros vendidos. Contudo os adtistas não encontrarão solução melhor que a de se juntarem, doar seus quadros à associação, mrepartir o valor das vendas, de forma que a sociedadegarente ao menos a possibilidadede existência e de tra balhoa seus membros.
Se Degas, Claude Monet, Renoir, Sisley, C. Pissaro tomassem a eniciativa dizendo: nós cinco doamos casa um, um valor de dez mil francos, valor estimado pelor membbros -experts, por exemplo Tersteege voce, que também se associariam,experts estes que também depositariam um capital em quadros...e além disso nos compremetemos a doar anualmente um valo de....
E convidamos voces, Guillaumin, Seurat, Gauguin, etc...etc...., a se juntarem a nós ( vossos quadros passando , do ponto de vista do valor, pela merma avaliação)
Então , os grandes impressionistas do Grand Boulevard, doando quadros que se tornassem propriedade comum, conservariam seu prestígio , e os outror não poderiam censura-los por guardar apenas para si ar vantagens de ums reputação conquistada, sem dúvida alguma, por seus esforços pessoais e por seu gênio individual em primeiro lugar, mas, em segundo lugar, reputação crescente, consolidada e atualmente mantida também pelos quadeor de todo um batalhão se artistas que até o momento trabalkam mergulhados numa contínua miséria"
"Não acredito que esta sociedade durasse indefinidamente, mas creio que enquanto ela estivesse viva , viveriamos com mais ânimo e produziriamos.
Prefiro as coisas tais como são, torna-las como são sem mudar nada, a reforma-las pels metade.
"A GRANDE REVOLUÇÂO : A A ARTE AOS ARTISTAS , MEU DEUS , TALVEZ SEJA UMA UTOPIA E ENTÂO TANTO PIOR."
"Acho que a vida é tão curta e passa tão rápida ; ora , sendo pintor é preciso portanto pintar."
"As religiões passam, Deus Permanece", disse Victor Hugo, a quem acabam de enterrar.
Vincent Van Gogh, Cartas a Théo....Textos. Segunda metade do Século XIX. Que ainda podem ser úteis aos artistas desastibilizados pela vida econômica e social deste nosso RIO 2013, que nos assusta com tanta crueldade e abandono, dos fugazes poderes "fominhas", mas que morrem de medo dos pobres. Tem um, que foi tão cínico, que não pode mais sair do Brasil, Assim, fica por aqui, e pode viver tranquilo como qualquer ladrão de galinhas, só que fora da cadeia.... Êta nóis....caipiras. AZ EJ BR 30/3/2013
Agora vou ter que defender meu trabalho sobre os Clovis (Bate-Bolas) e suas origens, no passado das artes -plásticas; porque alguns profissionais acadêmicos, que ganham verbas para "pesquisar",estão "pesquisando" minha pesquisa visual, e se projetando neste mundo de titularidade e mando institucional. Assim vamos começar com o velho Solana, que me levou a entender os Clovis ( mas tem muitos outros ), quando os vi pela primeira vez em Pedra de Guaratiba,no Rio, em 1973:http://www.google.com.br/search?q=jose+gutierrez+solana&hl=pt-BR&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=vRVaUbjKL6a50AGglYAQ&sqi=2&ved=
0CC0QsAQ&biw=1024&bih=629. Ou meu Mestre Osvaldo Goeldi:http://www.oswaldogoeldi.org.br/obra.htm
E olha seus vampiros, vamos passar para a Inglaterra, COM AS CENAS DE RUA, DE WILLIAN HOGARTH:http://www.google.com/imgres?imgurl=http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d0/William_Hogarth_-_Gin_Lane.jpg&imgrefurl=http://en.wikipedia.org/wiki/File:William_Hogarth_-_Gin_Lane.jpg&h=4638&w=4000&sz=5861&tbnid=bkl8Y08jeRAlGM:&tbnh=99&tbnw=85&zoom=1&usg=
__ZFoJBYhcV0eGa53Y_yzU4n1lbn8=&docid=Nxe091qplCxMZM&hl=pt-PT&sa=X&ei=JCBaUaHYK4ra0QHdzoHYAQ&ved=0CJoBEP4dMAs
Ou do RIO mesmo : Raul Pederneiras (primo e padrinho de casamento de meu pai; e, também, meu primeiro guia no desenho de figuras) https://www.google.com/search?q=Raul+Pederneiras&hl=pt-PT&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=JiRaUbWtOOG20gHZo4DoAw&ved=0CDIQsAQ&biw=1024&bih=629
Benedito Calixto: https://www.google.com/search?q=benedito+calixto&hl=pt-PT&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=iShaUfbwGMa40QHx3oCgCQ&sqi=2&ved=0CEsQsAQ&biw=1024&bih=629#hl=pt-PT&tbm=isch&sa=1&q=benedito+calixto+bloco+vai+quem+quer&oq=benedito+calixto&gs_l=img.1.9.0j0i24l9.3839.3839.3.15600.1.1.0.0.0.0.283.283.2-1.1.0...0.0...1c..7.img.8u4W3oFdH14&bav=on.2,or.r_qf.&bvm=bv.44442042,d.dmQ&fp=fccac43444f9bde0&biw=1024&bih=629
Este é o Cara; mas o Cara sou eu.....
Fui seu professor desbravador. De aluno passou a colaborador radiofônico. Teve o tal de Mal de Alzheimer_ http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer _ E Supersônico. Em linguagem supertônica fala em japones. Ou alguma coisa como ....curguncor. Investigação sobre o gosto das pedras, que ao bater nos dentes pode dar um som de dor, ardente. É a nova poética musical ( velha para os ripis e malucos ); a mistura dos sons selvagens com a buzina do chacrinha. A velha chama da fama, que clama, o faço. De novo.
O som gutural , orgânico, como peido de motocicleta. Poluição sonora, viceral, mas dá som, se aproximar a microfonia. Papo dos anos 70, em todas as tocas que os BICHOS dormiam. Passou, mas ainda muito próximos para serem esquecidos; com-tudo, chato depois de tudo...Atitude ética. Precisamos, mas sem risadinhas radiofônicas. URCA SÔNICA_não é melódica mas pode ser desconstrutiva, se acrescentarmos uma base, tipo manga rosa. Porque poética, sua bobagem maluca, pode ser técno do Pará , ou do panamá. Batendo com as mãos, como um pandeiro acustico percursivo. Uma coisa assim, meia doida e meia bomba, prestes a ter um choque de criatividade tardia. Como um velho Malandro da Lapa, de nossos dias. Naquelas noites, em lua-aradas pelo fio da navalha, que dá luz aquele som de sirene. Ou da Siriema http://letras.mus.br/tonico-e-tinoco/909035/. Não é nostalgía poética, mas, talvês, melódica e sertaneja. Sim, não podem desconstruir. Porque a indústria técnica é um evento racional, que nos obriga a ouvir voces, do outro lado "careta", no radiofônico progresso sucessivo, e no evento nacional de apropriação; de todo os som aleatório, orgânico... ou eletro-acústico. Está não! Não podem ignorar o som coletivo gravado na memória dos bichos. Lá naquele Disco Voador.... pousado em frente a Favela da Catacumba; aquele que foi do Juca Chaves, que trocou de nome e dono...como um circo voador qualuer. Música eletricamete arquitetônica, numa flalta de bambu, ou numa caixa de cordas frouxas, como um peido. Tocas punhetas? Quero ouvir sua voz empostada procurando um novo vocabulário para emplacar o pé de moleque; mastigado em meus sentidos de justiça. Etâ! Mundo oportunista e sem coletivo, sem corretivo e valores de trocas, querem tudo para si...se o bicho comeu. Fudeu só. O tal?
Voz artificial, querendo falar dificil o que para nós era gargalhada ao tocar, sem saber, num único fio do violão. Agudo, médio ou grave, tudo fazia som; sem esta de crítico de cheiro miudo. Ora bolas...Lá pras tantas: Ramirão âo ão cavava o tom. Granato trinava, como um Trinca Ferro dos Campos, e, do ponto e virgula. Ivanzinho dedilhava sem aprender e o Barrio ia com furia..... de uma nota só; com todos os sons, que pudesse tirar do velho violão de outrora. Jean, doidão, tocava gaita e ria. Eu gravava tudo; até as conversas sem sentido ; e isto tem história. Hora se não: bu, ce, tinha, fazia-se som também. Tocas punheta meu camaradinha?
A última coisa que ouvi....foi perceber um marido mandando a infeliz mulher, que o tinha, ir tomar na supertônica. Deu sonoridade. Eu,um soco na ventoinha do vetilador, que, com papel, virou uma merda de sonoplastia. Poesia. Melodia. Som longo + mente pequena; porque, na propriedade do som nascido da alucinada boca que dizia: ameaça crônica....na dança contemporânea...O pulo do gato. Mas, "qual era a côr do cavalo branco de Napoleão?" Passou , tocando piano e se movimentando, como um qualquer que foice ceifar o improviso. Super- maluco, com a acidez da parábola que implicamos, sendo esta, uma nota de milréis. Mas fazendo questão de lembrar dos amigos: da amiga Valença querendo curtir com minha cara. Recriar o bar, de pernas para o ar na tradição, que hoje se instala, como performance dos antigos rituais reservado aos malucos de pedra. Da solidão. Gringo falando com Ave Maria; em primeiro plano. Sentopéia falante é só escolher:
https://www.google.com/search?q=centop%C3%A9ia&hl=pt&rlz=1C2FLDB_enBR531BR531&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=9TV4UfjtI43C4AOQhIHoBQ&sqi=2&ved=0CDUQsAQ&biw=1920&bih=979
O primeiro a chegar querendo fazer cabeças. Este me influenciou Glen- Gold - Caiapó - Chuí - Chuá. Era um chorão , que gracinha, a arte neste sentido "mais original". Um homem piscossomático. Uma espécie de Arthur Bispo do Rosário querendo se dar ao desfrute, com a comparação de maluco no salão, e a música que vem das ruas.
Nós fomos isto Glen Gold! Caiapó na fundação do Japão. Kico uma jovem de 52 aninhos, super tônica, com risadinhas de tome lá, que dá; que tál?. Caiapó-canto do suco da mandioca. Japones copia tudo. Agora copia o"plá" no vazio, entre um ritual brasileiro e o nada. Silencio. Ayuaska http://www.amazonlink.org/biopirataria/ayahuasca.htm . LSD? Nada à ver. Curcangô. E tome lá o que não te serve. Música ritual indigena que nunca entenderás, por quê; se não entendes nem a mim. Imaginem só...Parecidas, com o que? Familiaridade internacional ou falta de conhecimento factual. Os Caiapós vivem em um território do tamanho da Austria. QUE COISA ! Mas seu canto revela o soco da mandioca como som das radiofonías. Mistica noturna para eu pegar no sono.
Repertório curcangô (?). Ou apropriação também. Deixe o som rolar , mas não me venha com voz de falcête a ditar regras descabidas. A apropriação já esta rolando e fomos pioneiros quando nascemos para o ouvido_ distorcido; depois foi o ego- tripe das gravadoras; tomando tudo. Nós? Ouvimos e calamos.
Ivan Ferro morreu de alcoolismo; na Lapa. Jean sumiu. Barrio transformou-se; na vanguarda. Granato fez performances , em S. P., com folias e sons de galhardia; furor sonoro visual. Ramirão ão ão foi para Bahia e calou-se, Sergio Bandeira morreu de over. Valquiria sumiu. EU? Criei a Trapizonga , uma escultura acústica que os amigos destruiram. O suco da mandioca está lá,no terreiro nativo onde muitos de nós irão dormir para sempre. A mãe negra está me esperando, com uma série nova de bolas com estouros transcriadouros; super apropriados e multidiciplinares. Em cada cor uma nota sonora, ou, um estrondo colorindo. Verdadeiros palhaços somos todos, até voces, que leram toda esta idiotia e não entenderam nada. Que a espada de São Jorge venha com sua espada de luz.
E se aguarde um novo dia, para o fim. AZ RJ BR 27/4/203
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